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MUNDO

25/08/2017

6 coisas que você acha que sabe sobre o Brasil (mas talvez não saiba)

Qual o extremo norte do Brasil? A resposta correta não é Oiapoque.

O quanto você sabe sobre o Brasil? Na escola, aprendemos muito sobre a história e geografia do país, e no cotidiano, também vamos adquirindo algumas noções com base em expressões antigas e senso comum. Mas algumas das coisas que achamos que sabemos sobre o país nem sempre são verdades apuradas. Pensando nisso, separamos alguns fatos sobre o Brasil que talvez você não saiba. Confira:   

Do Oiapoque ao Chuí
A expressão é uma velha conhecida pelos brasileiros. Quando queremos nos referir à extensão do Brasil, falamos em "do Oiapoque ao Chuí" para citar os pontos mais extremos do país, o rio Oiapoque, que tem o cabo Orange, no estado do Amapá, e o arroio Chuí, no Rio Grande do Sul. Mas a verdade é que o Oiapoque não é o extremo norte do Brasil. Esse título pertence ao Monte Caburaí, em Roraima, que se situa 84,5km mais ao norte do cabo Orange.

Você não vota em deputados e vereadores, mas em seus partidos
Pela atual legislação, o voto que damos a candidatos proporcionais (vereadores e deputados) seguem para os partidos e não diretamente para os candidatos. Uma fórmula um tanto complicada de se explicar aqui define qual a quantidade de votos que cada partido ou coligação precisa atingir para eleger um parlamentar. Assim, a cada vez que o partido ou coligação atingir esse número, ela leva um candidato ao parlamento. É por isso que alguns candidatos que recebem muitos votos não conseguem se eleger e outros com poucos votos são eleitos. Isso não é muito sadio para a democracia. Mas a proposta que está discussão atualmente não melhora, só piora a situação. O chamado “distritão” acaba com o voto em partidos e passa direto para os candidatos. Um dos problemas que isso pode causar é a dificuldade de renovação na política, já que será mais fácil para que os mesmos "figurões" sempre se elejam.

Já tivemos nossa chance à frente de um império
Em 1808, quando a Família Real Portuguesa fugiu de Napoleão, o Rio de Janeiro se tornou a capital do império português e partia daqui o comando de todas as colônias. A cidade foi o lar da corte por mais de 10 anos, e o período trouxe novidades para o país, como a fundação do primeiro Banco do Brasil, a abertura das primeiras escolas de Medicina e criação da Biblioteca Real, Jardim Botânico e Museu Nacional. Após a derrota de Napoleão, entretanto, Portugal exigiu o retorno da família real portuguesa e toda sua Corte a Lisboa.

Quase tantos primeiros-ministros quanto presidentes
Costumamos lembrar dos presidentes da República e, lá atrás, dos imperadores, vice-reis e governadores gerais, na época do Brasil Colônia e Império. Mas vocês sabiam que tivemos quase tantos primeiros-ministros quanto presidentes, ao longo da nossa história? Tivemos dois momentos de parlamentarismo no Brasil. Um na fase imperial (1847–1889) e outro bem breve na República (1961–1963). Mas, somando os dois períodos, tivemos um total de 35 primeiros-ministros. O número é alto porque, durante o império, a duração do gabinete era incerta e alguns ministros tiveram o cargo por anos, enquanto outros ocuparam a posição apenas por algumas semanas. No caso dos presidentes, estamos hoje no 37º (Michel Temer). Se não tivessem ocorrido os impeachments de Collor e Dilma, o jogo estaria empatado.

O maior rio do Brasil é “invisível”?
E se o maior rio brasileiro talvez não for o Amazonas, nem o Paraná, nem o Madeira, ou muito menos o São Francisco? Para pesquisadores da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional (ON), o maior rio do país pode ser o Hamza. Nunca ouviu falar? Não se preocupe. Pouca gente já ouviu. É que esse “rio”, na verdade, é classificado como aquífero e tem leito subterrâneo. Sua dimensão real ainda não é precisa e está sendo estudada, mas de acordo com a pesquisadora Elizabeth Pimentel, ele teria pelo menos 6 mil quilômetros, indo do Acre até a foz do Rio Amazonas, entre os estados do Amapá e Pará. 

Quem comanda o comércio de castanha-do-pará não é o Pará
O maior exportador de castanha-do-pará ou castanha-do-brasil não é o Pará. Na verdade, não é nem mesmo o Brasil. Que comanda esse mercado é a Bolívia, que é dona de 70% da produção mundial, segundo números de 2015. Inclusive, Cerca de 90% da castanha com casca que sai do Brasil vai para a Bolívia.

Fonte: Administradores



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