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MUNDO

22/09/2017

O que nos separa é o que nos une

Editora formada por brasileiros se lança no mercado português, com antologias poéticas e livros de ensaios sobre o movimento indígena e sobre a Tropicália

Há diversas formas de se medir a distância entre Brasil e Portugal. No sistema métrico, por exemplo, 7.279 km separam as duas capitais, Brasília e Lisboa. Mas no microcosmos da megafeira do livro de Frankfurt (11 a 15/10), essa distância pode ser medida em passos. É que tanto o estande brasileiro (B46) quanto o português (B16) estão na mesma rua do Pavilhão 5.1.

Entre os dois estandes, nesse ano, estará uma novidade que pretende justamente aproximar a literatura desses dois países. É que os editores brasileiros Raquel Menezes e Sergio Cohn vão apresentar, durante a Feira, a Oca, que nasce com a missão de espalhar a literatura e a cultura brasileiras na Terrinha.

O nome Oca veio das iniciais de Oficina [editora liderada por Raquel] com Azougue [a de Cohn]. “A Oficina, faz algum tempo, tem se dedicado em divulgar a literatura portuguesa no Brasil. Com a Oca, desejo, em parceria com Sergio Cohn, fazer a ponte inversa, levando a literatura e o pensamento brasileiro para Portugal”, explicou Raquel.

Para marcar o lançamento, a Oca levará para Frankfurt uma exposição que vai evidenciar as conexões e as diferenças entre os dois mercados e os dois países. Um dos destaques da pequena mostra é a história do brasileiro Lima Barreto, cujo primeiro livro foi publicado em Portugal antes mesmo de ser publicado na sua terra natal.

O lançamento da editora em Frankfurt não é à toa. “A ideia de lançar a Oca em Frankfurt é para tornar evidente o nosso compromisso com a internacionalização”, completou Raquel. Na sequência, Raquel e Sergio embarcam para o Festival de Óbidos, em Portugal (19 a 29/10), onde lançam seus primeiros livros. Lá serão apresentados livros de Roberto Piva, Wilson Alves-Bezerra, Afonso Henriques Neto e Guilherme Zarvos.

Além disso, está no prelo da Oca a coleção Tembetá, projeto que vai reunir vozes e visões de pensadores do movimento de resistência indígena como Kaká Werá, Álvaro Tukano, Ailton Krenak e Daniel Munduruku. A editora prepara ainda o livro Tropicália, que vai celebrar os 50 anos do movimento cultural brasileiro que teve como protagonistas nomes como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tom Zé, Hélio Oiticica, Glauber Rocha, Zé Celso Martinez Corrêa e Torquato Neto. 

Em Frankfurt, o estande da Oca ficará na posição A14 do Hall 5.1.

Fonte: Publish News



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