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MUNDO

02/10/2017

História da ciência em Portugal vai ser contada na primeira pessoa

A história da ciência em Portugal vai ser contada na primeira pessoa através de testemunhos de investigadores como Manuel Sobrinho Simões, Alexandre Quintanilha e Maria de Sousa, numa iniciativa do Arquivo de Ciência e Tecnologia, foi hoje divulgado.

A recolha de testemunhos orais enquadra-se na iniciativa "História e memória da ciência, tecnologia e inovação em Portugal", para assinalar as comemorações dos 50 anos da extinta Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, que deu lugar à atual Fundação para a Ciência e Tecnologia, a celebrar 20 anos.

Hoje, durante a Noite Europeia dos Investigadores, os primeiros cientistas a desfiarem as suas memórias serão Alexandre Quintanilha (também deputado eleito pelo PS e presidente da comissão parlamentar de Educação e Ciência), Manuel Sobrinho Simões (eleito em 2015 o patologista mais influente do mundo), Maria de Sousa, Eduarda Gonçalves e António Rendas (ex-reitor da Universidade Nova de Lisboa), disse à Lusa a secretária de Estado da Ciência, Maria Fernanda Rollo.

A 16, 17 e 18 de novembro, nos "dias da memória da ciência em Portugal", o desafio estende-se a outros investigadores.

Maria Fernanda Rollo, ela própria historiadora, adiantou que, com este projeto, que chamou de afetos, "os conteúdos" relatados "passam a fazer parte do património, a ser valorizados como tal" e a poderem ser consultados, assinalando que a história da ciência contemporânea se escreve também com "as perceções das pessoas" que a viveram enquanto cientistas ou como responsáveis de instituições ligadas à ciência.

Para escrever a "história e memória da ciência, tecnologia e inovação em Portugal", o Arquivo de Ciência e Tecnologia, além de recolher registos orais de investigadores considerados relevantes, e depois disponibilizá-los para consulta, lançou um apelo aos cientistas e às suas famílias para doarem espólio, como manuscritos, documentos, artigos, discursos, correspondência e fotografias.

O Arquivo de Ciência e Tecnologia, que funciona na Fundação para a Ciência e Tecnologia, em Lisboa, foi aberto ao público em 2011 e pode ser consultado na internet.

Reúne acervo da fundação e das instituições que a antecederam, bem como espólio doado, como o do ex-ministro da Ciência, ex-presidente da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica e físico José Mariano Gago (1948-2015) e de outros investigadores e responsáveis do sistema científico nacional, como José Francisco David-Ferreira (1929-2012), Augusto Celestino da Costa (1884-1956) e José Mendes Mourão (1943-1985 e que foi secretário de Estado da Ciência entre agosto de 1979 e janeiro de 1980, no Governo liderado por Maria de Lourdes Pintasilgo).

O arquivo agrega ainda documentação de entidades científicas já extintas, como o Instituto Nacional de Investigação Industrial (1957-1979), a Junta de Energia Nuclear (1954-1979) e o Instituto Nacional de Investigação Científica (1976-1992).

A Fundação para a Ciência e Tecnologia é a principal agência financiadora da investigação em Portugal, na dependência do Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior.

Fonte: DN.PT



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