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NEGÓCIOS E ECONOMIA

11/10/2017

Portugal é “parceiro crucial na UE” e deve “irradiar autoconfiança”

O rei dos Países Baixos considerou hoje que Portugal é “um parceiro crucial na União Europeia (UE)” e deve “irradiar autoconfiança”, e disse querer ouvir directamente dos portugueses a forma como viveram as dificuldades dos últimos anos.

Numa declaração no Palácio de Belém, em Lisboa, após ter sido recebido pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, juntamente com a rainha Máxima, o rei Willem-Alexander elogiou a história de Portugal, como país “pioneiro” que tornou possível o comércio marítimo mundial, e também o presente, afirmando que “há muita coisa a aprender com os portugueses”.

“Olhamos com admiração para o seu desempenho em energia renovável, em tecnologia ambiental e na construção de aeronaves”, acrescentou o monarca, defendendo que “uma maior cooperação fortalecerá os dois países” e poderá ser explorada “com as empresas e instituições de conhecimento” que o acompanham nesta visita de Estado a Portugal.

No entanto, o rei dos Países Baixos referiu também que “Portugal conheceu tempos difíceis, no passado e no presente”, numa alusão ao recente de período de assistência externa.

No seu entender, “as reformas necessárias tiveram um grande impacto na vida dos portugueses” e “são medidas dolorosas, mas que ao mesmo tempo permitem inovar”.

“Gostaríamos que os portugueses, eles mesmos, nos contassem como viveram essa situação, por exemplo, esta tarde, na Mouraria, e amanhã [quarta-feira], quando conversarmos com estudantes universitários”, disse.

O rei Willem-Alexander declarou que portugueses e neerlandeses são “aliados naturais, ligados por mar” e apontou Portugal como “um parceiro crucial na UE”.

Em seguida, enalteceu o seu contributo no plano internacional: “Como aliado na NATO, desempenha um importante papel. Numa altura em que em muitos países se duvida do valor da cooperação internacional, Portugal está na vanguarda da abertura, da inclusão e da união de forças. Os Países Baixos estão ao seu lado na Europa, na NATO e nas Nações Unidas”.

No final da sua intervenção, feita em inglês, o rei dos Países Baixos considerou que “Portugal é conhecido como um país que possui a virtude da modéstia, mas tem todos os motivos para irradiar autoconfiança”.

“Portugal deu aos Países Baixos, à Europa e ao mundo muitas coisas bonitas e valiosas. A sua história também nos marcou, a sua competência também nos ajuda a continuar, a sua cultura também toca a nossa alma”, concluiu, agradecendo a Marcelo Rebelo de Sousa a forma “extremamente afável” como o recebeu e à rainha Máxima.

Fonte: DN.PT



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