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23/10/2017

Homens ou mulheres? A quem vão os robôs tirar mais empregos? [PWC]

Os homens desempenham funções mais facilmente automatizáveis, mas as mulheres estão menos preparadas para aproveitar os novos empregos que serão criados Já ninguém parece ter dúvidas de que os robôs vão ocupar o lugar de pessoas num conjunto alargado de profissões, conduzindo a uma perda avultada de empregos. Um estudo do Fórum Económico Mundial, por exemplo, estima em mais de sete milhões os postos de trabalho que vão perder-se por causa da robotização no período 2015-2020. Ao mesmo tempo, avança o estudo, serão criados dois milhões de novos empregos, sendo a perda líquida de cinco milhões. 

O estudo resultou de um inquérito a 371 “empregadores globais”, representando mais de 13 milhões de trabalhadores de nove setores de atividade em 15 economias. Mas terá a automatização o mesmo impacto na força de trabalho masculina e feminina? Segundo o estudo, os homens vão perder quatro milhões de empregos, mas vão ganhar 1,4 milhões, ou seja, será criado um novo posto por cada três perdidos. Já as mulheres vão ser atingidas em três milhões de empregos, e recuperarão apenas 550 mil, ganhando um por cada cinco perdidos. Além disso, as mulheres correm o risco de ficar excluídas dos novos empregos, que surgirão mais em áreas tipicamente masculinas, como a das tecnologias de informação.

Um estudo recente da consultora PwC estima que no Reino Unido 30% dos empregos podem vir a ser substituídos por robôs até 2030, afetando dez milhões de trabalhadores britânicos. A perspetiva é que a perda de empregos afete menos a força de trabalho feminina. Para os homens, a PwC estima que os empregos em risco atinjam os 35%, um número superior aos 26% previstos para as funções desempenhadas por mulheres. E o que explica esta diferença? Segundo a consultora, as mulheres realizam tarefas mais dificilmente replicáveis por robôs, nomeadamente nas áreas da saúde e da educação. Além disso, há mais homens em empregos que requerem menos qualificações, como nos transportes e indústria.

À mesma conclusão chega a consultora AlphaBeta, relativamente à força de trabalho na Austrália. Segundo a análise desta empresa, cerca de dois milhões de australianos do sexo masculino estão em risco de perder o seu emprego por causa da automatização. No caso das mulheres são 750 mil. Os operários dos setores da construção e minas são os que passam mais tempo (86%) a desempenhar tarefas automatizáveis, e naquele país cerca de 98% dos trabalhadores dessas áreas são homens. As mulheres, por outro lado, estão mais concentradas em áreas administrativas, educativas e sociais, em profissões menos passíveis de serem realizadas por um robô. Exceção para o setor das limpezas, que emprega muitas mulheres e é uma das tarefas mais facilmente automatizáveis.

Já o Institute for Spatial Economic Analyis norte-americano (ISEA) considera que serão as mulheres as mais afetadas nos Estados Unidos. Por exemplo, prevê-se que 97% dos operadores de caixas de supermercado sejam substituídos por máquinas, sendo 73% do sexo feminino naquele país. O relatório da ISEA conclui que há duas vezes mais mulheres em risco de perder o seu posto de trabalho para um robô, em comparação com os homens.

Os robôs também vão tornar irrelevantes profissões de colarinho branco em áreas como a contabilidade, seguros e advocacia. Este é um dos temas que serão debatidos na conferência do 6.oº aniversário do Dinheiro Vivo sobre robótica, TI e inteligência artificial, que vai decorrer no dia 7 de dezembro.

Fonte: Dinheiro Vivo



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