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NEGÓCIOS E ECONOMIA

23/10/2017

Portugal é visto de maneira diferente pelas empresas que querem deslocalizar

País atrai atividades de maior valor acrescentado, designadamente na área da cibersegurança, diz o ministro da Economia. 

O ministro da Economia afirmou esta sexta-feira em Londres que as empresas britânicas preocupadas com o impacto do ‘brexit’ escolhem Portugal para colocar uma parte das suas operações, mas veem o país de maneira diferente do que acontecia no passado.

“Penso que as empresas inglesas que estão a olhar para o mercado português neste momento não estão a olhar obrigatoriamente para mudar toda a sua atividade, mas para ter uma parte da sua atividade”, afirmou Manuel Caldeira Cabral à agência Lusa, após uma reunião com investidores, na maioria fundos e gestores de investimentos, organizada pela consultora KPMG.

Mas, realçou, “estão a olhar para Portugal de forma diferente”, referindo que em vez de pensarem em transferir centros de atendimento ou atividades com menor valor acrescentado, neste momento estão a deslocar atividades de investigação, ligadas à engenharia, software, programação, cibersegurança e serviços financeiros.

Caldeira Cabral admitiu que “nos investidores há alguma incerteza e ansiedade sobre o futuro, mas estão certos que querem manter a abertura ao mercado, querem continuar a trabalhar com a União Europeia e na União Europeia, porque é um grande mercado”.

Portugal, disse, surge como um país com a mesma zona horária, a pouca distância em termos de horas de voo, que oferece mão de obra de qualidade e com domínio da língua inglesa, custos de operação e de alojamento mais baixos do que em Londres e boas infraestruturas.

Na mesma reunião, o governante recebeu também interesse em investir na indústria e na reestruturação industrial, nomeadamente no programa Capitalizar, que pretende facilitar reestruturação das empresas economicamente viáveis, mas em dificuldades.

Segundo o ministro, o programa “permite acelerar processos de reestruturação empresarial e pode criar muitas oportunidades interessantes de investimento para fundos internacionais em setores como a construção e o imobiliário, turismo e outras indústrias”.

O que ouviu de alguns investidores foi que “este é um bom momento para investir, porque as empresas que ainda estão em dificuldades financeiras mas que aguentaram a crise estão neste momento a crescer e com a entrada de capital podem voltar a crescer, a criar emprego e a investir”.

Manuel Caldeira Cabral concluiu a visita, durante a qual deu entrevistas à CNBC e Daily Telegraph, com o encerramento de uma mesa redonda sobre o setor imobiliário intitulada “Investir com inteligência em Portugal” no evento “The Portuguese Offer”, que inaugurou oficialmente.

“Portugal, The Portuguese Offer” é uma feira para profissionais, com o objetivo de promover o encontro de empresas, marcas e produtos portugueses com compradores e investidores britânicos. “Viemos apoiar as exportações de produtos portugueses, sobretudo alimentares, que têm espaço para crescer no mercado britânico, e apoiar a promoção de Portugal como destino de turismo e de imobiliário”, justificou.

Fonte: Dinheiro Vivo



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