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NEGÓCIOS E ECONOMIA

31/10/2017

Investidores procuram segurança em Portugal

O mercado imobiliário português atrai cada vez mais estrangeiros, que sabem que no prazo de cinco a dez anos não perdem o seu dinheiro.

Não é de agora que o mercado imobiliário português desperta a atenção de investidores internacionais. A prová-lo está a abertura da UrHome Portugal, uma agência imobiliária especializada na venda e avaliação de propriedades em Portugal.

Bobby O’Reilly, CEO da UrHome Portugal, assegura que a segurança é uma das principais razões para os investidores internacionais apostarem no nosso país. Neste momento, os investidores internacionais procuram Portugal por várias razões.

“A principal é a segurança. Qualquer que seja a situação política dos seus países de origem, olham para Portugal como um local seguro para eles e seus familiares, e preveem um futuro mais seguro e tranquilo. Outra das razões que leva a este crescente na procura são as oportunidades de investimento. Eles querem ter a certeza de que os investimentos que fazem são seguros e que no prazo de cinco a dez anos não perdem o seu dinheiro”, explica.

Bobby O’Reilly salienta ainda que a principal vantagem é a oportunidade de aderirem ao programa de residência em Portugal (ARI) e, eventualmente, esperam a oportunidade de obter o passaporte português, o que lhes permite e às suas famílias, ter acesso não só a Portugal como a toda a Europa, nomeadamente oportunidades na educação e na saúde.

Os atrasos na concessão de Vistos Gold têm prejudicado os investidores. “Até agora verificou-se uma grande preocupação com o programa dos Vistos Gold no caso de clientes que já tinham tido acesso ao mesmo.

Recentemente, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras – SEF alterou as regras, o que permite que novos aderentes que entrem possam utilizar todos os escritórios do SEF espalhados por todo o país. Isso deu grande impulso ao mercado e fez com que as pessoas não tivessem receio no atraso dos processos”, admite.

O CEO lembra que há investidores que ainda têm processos em atraso em Lisboa, principalmente nas renovações, mas acredita que tudo vai ser diluído para os outros escritórios (delegações) do SEF no país, o que aliviará os atrasos existentes.

Médio Oriente, África do Sul, Brasil, Filipinas e Vietname são atualmente os principais países de origem dos investidores que procuram oportunidades no mercado imobiliário português, muitos deles em busca de uma residência alternativa. Os chineses, que começaram por ser os principais investidores, estão agora a dispersar, porque o programa passou a abranger outros países.

Quanto ao mercado português, O’Reilly revela que a expetativa é que continue a crescer. A descentralização de Lisboa e Porto para outros mercados regionais, que já estão a atrair investidores, também deverá acentuar-se – uma boa estratégia porque têm mais viabilidade, logo, onde devem procurar para investir o seu dinheiro.

“Quando discutimos o facto de muitas celebridades estarem a pensar mudar-se para Portugal, a curiosidade aumenta, sobretudo quando os que já cá estão experienciaram Portugal com toda a sua oferta e divulgam isso no exterior. Aqueles que ainda não experimentaram ficam surpreendidos pela positiva e querem conhecer o país. E nós temos muito gosto em ajudá-los a descobrir Portugal”, conclui.

Fonte: Portugal Global



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