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16/01/2018

O caminho para uma mobilidade humana inteligente [PWC]

A infraestrutura das metrópoles impacta diretamente na vida de seus cidadãos, o que nos leva a considerar a mobilidade humana como um tema essencial para a promoção da qualidade de vida de cada um. Reverter um cenário de dependência de automóveis é uma questão cultural. E a partir dos avanços trazidos pela tecnologia, vieram mudanças importantes como os veículos elétricos, car sharing, compartilhamento de bicicletas e carros autônomos, por exemplo, todos chegando com o propósito de ajudar no avanço dessa temática.

As capitais europeias são bons exemplos de investimento em soluções alternativas para melhorar a mobilidade humana. Vemos o conceito de compartilhamento de carros se disseminando por todo o continente e além dele também. De acordo com um estudo trazido pelo Boston Consulting Group (BCG), até o ano de 2021, Europa, Ásia e América do Norte devem atingir a marca de 35 milhões de pessoas-usuárias desse sistema. Isso poderia diminuir as vendas de veículos no mundo em 550 mil unidades e, consequentemente, contribuir efetivamente para a solução de mobilidade e sustentabilidade. Além disso, aplicativos de carona se tornaram uma realidade. Eles têm transformado as formas de ir e vir da população dos grandes centros urbanos mundo afora e podem ser importantes aliados.

Segundo a União Internacional dos Transportes Públicos (UITP), em 2016, simulações feitas nas capitais de países da União Europeia mostram que a combinação de transporte público de alta capacidade com o compartilhamento de carros e caronas poderia remover até 65 de cada 100 carros nos horários de pico. Projeções apresentadas pela consultoria PwC mostram que a economia compartilhada deverá movimentar mundialmente cerca de US$ 335 bilhões em 2025 — montante 20 vezes maior do que se apurou em 2014, quando o setor movimentou US$ 15 bilhões.

A América Latina também avança no tema. Ainda que a realidade seja diferente da Europa, já podemos ver alguns exemplos na região. Em Buenos Aires existe desde 2007 o Plano de Mobilidade Sustentável, que visa incentivar o uso do transporte público por parte de seus cidadãos. É uma realidade a existência de projetos para modernização das linhas de metrô, assim como para a construção de uma rede de ciclovias desenhada para integrar pontos estratégicos da cidade.

Já a Cidade do México, que tem um dos piores trânsitos do mundo, vem tratando o tema como prioridade por meio de iniciativas como a restrição do uso de carros particulares, expansão do sistema do metrô, adesão ao BRT (Bus Rapid Transit) e também sistema de aluguel de bicicletas. Todas essas iniciativas protegidas por uma lei de mobilidade promulgada em 2014 - que prioriza o pedestre no cenário urbano, desde o planejamento da cidade até a dotação orçamentária.

Quando olhamos para a realidade brasileira, percebemos que temos um longo trajeto pela frente. Tomando como referência a cidade de São Paulo, o cidadão da capital paulista passa, em média, até 45 dias preso no trânsito anualmente, de acordo com informações levantadas pela Rede Nossa São Paulo. Pensando em uma metrópole pulsante onde não há tempo a perder, esse cenário é inadmissível. O desafio é propor alternativas que vão além da ideia do rodízio de automóveis para solucionar o problema. Nesse caminho surgem como opções o avanço das ciclovias e a extensão da malha metroviária.

Analisando todos esses exemplos mundo afora, vemos que a mobilidade humana é um tema que tem recebido cada vez mais atenção por parte de governantes e da sociedade. A promoção de debates sobre o tema e o surgimento de novas soluções tecnológicas são contribuições que efetivamente ajudam a levantar essa bandeira e ressaltam a importância da temática. Aliás, a tecnologia, quando pensada coletivamente e também alinhada às necessidades dos cidadãos, de acordo com a realidade apresentada por cada metrópole, tem, e continuará tendo, um papel fundamental na conversão para contarmos com cidades que poderemos considerá-las inteligentes e preparadas para uma nova realidade.

Fonte: A Critica



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