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06/02/2018

Embraer aceita proposta da Boeing e companhias criarão terceira empresa, diz O Globo; ação dispara [Embraer]

Embraer e a Boeing podem ter chegado a um acordo sobre a parceria e proposta de fusão entre as duas empresas. De acordo com a coluna da jornalista Miriam Leitão, no site O Globo, a Embraer aceitou a proposta da americana para a criação de uma terceira empresa, que ficará encarregada da operação comercial.

Embraer e a Boeing podem ter chegado a um acordo sobre a parceria e proposta de fusão entre as duas empresas. De acordo com a coluna da jornalista Miriam Leitão, no site O Globo, a Embraer aceitou a proposta da americana para a criação de uma terceira empresa, que ficará encarregada da operação comercial.

A nova companhia, segundo a coluna, não inclui a parte militar do negócio, que era motivo de entrave nas conversas entre as fabricantes de aeronaves.

As conversas sobre uma possível fusão entre as duas empresas foram divulgadas pela primeira vez em dezembro do ano passado. O negócio pode valer até 6 bilhões de dólares.

A aquisição da brasileira transforma a americana em uma gigante global de aviação, com forte atuação nos segmentos de longa distância e na aviação regional, e capaz de competir com as concorrentes Airbus e Bombardier, que se uniram em outubro do ano passado.

A Boeing busca apoio do governo brasileiro para fechar o negócio, mas o presidente Michel Temer assegurou que o controle da Embraer continuará com o poder público federal, por causa de sua simbologia para o país. O governo possui uma golden share da brasileira desde a sua privatização.

Para resolver o entrave, a Boeing apresentou uma nova proposta, que defende a manutenção da golden share, conforme o Correio Braziliense publicou ontem.

Em entrevista à Globonews, o ministro da Defesa Raul Jungman afirmou que o governo quer e torce para que as negociações deem certo.

Em nota divulgada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Embraer afirmou que, nas conversas com o “grupo de trabalho, do qual o Governo participa, vem sendo ventiladas formas para eventual combinação de negócios (…), sem que nenhuma delas constitua efetivamente oferta ou proposta para concretização do negócio, mas tão somente um arcabouço de discussão com vistas a orientar os entendimentos.”

Fonte: Exame



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