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NEGÓCIOS E ECONOMIA

09/02/2018

Portugal disponível para aumentar contribuição para orçamento da UE

António Costa defende que União Europeia deve procurar mais "recursos próprios" para responder às necessidades dos europeus.

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou hoje que Portugal está disponível para aumentar a contribuição nacional para o orçamento comunitário e defendeu que a União Europeia deve procurar mais "recursos próprios" para responder às necessidades dos europeus.

"Os Estados têm de aumentar as suas contribuições e a União Europeia tem de dispor de mais recursos próprios do que o que dispõe atualmente e temos de o fazer com convicção", afirmou o primeiro-ministro.

Costa adiantou que o Governo estará em condições de apresentar "uma primeira versão" da "estratégia Portugal pós-2020" para que o país seja "mais competitivo externamente e mais coeso internamente".

António Costa discursava numa conferência promovida pelo Conselho Económico e Social sobre "O Orçamento e o Futuro da União Europeia", que decorre no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, na qual participou também o comissário europeu para o Orçamento e Recursos Humanos Guntther Oettinger.

"A saída do Reino Unido [da União Europeia] abre a oportunidade para que os Estados possam aumentar as suas contribuições, nesta boa forma diplomática do comissário Oettinger, de 1% mais `xis´ [do PIB]. Pela parte de Portugal estamos disponíveis para o mais `xis´", disse Costa.

Quanto ao aumento dos recursos próprios da União Europeia (UE), António Costa defendeu que a Europa pode seguir "novas ideias que têm surgido" como a taxação dos novos mercados digitais, ao nível da União.

O primeiro-ministro disse concordar com a ideia do comissário Oettinger de "uma taxação alinhada com as prioridades da política ambiental" e admitiu "a ideia de avançar com a taxação das transações financeiras internacionais".

O primeiro-ministro defendeu também que é possível concluir as negociações sobre o orçamento comunitário pós-2020 ainda antes das próximas eleições para o Parlamento Europeu, que se realizam em 2019.

"É um objetivo difícil, mas não será mais fácil depois das eleições seguintes" para o Parlamento Europeu, disse, considerando que "será excelente" se forem terminadas antes das europeias de 2019.

Fonte: Diário de Notícias



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