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NEGÓCIOS E ECONOMIA

14/02/2018

Desde 2000 que a economia portuguesa não crescia tanto

A economia manteve um ritmo forte nos últimos três meses do ano, voltando a superar as expectativas do próprio Governo e fazendo de 2017 o ano de crescimento mais forte desde 2000, mostram os números publicados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística.

A primeira estimativa para o valor do PIB do quarto trimestre do ano passado revela que a economia portuguesa, além de prolongar o já longo período de 15 trimestres consecutivos de crescimento, conseguiu mesmo voltar a registar uma aceleração. O crescimento trimestral, de acordo com o INE, foi de 0,7%, mais do que os 0,3% e os 0,5% que tinham sido atingidos no segundo e terceiro trimestres, respectivamente.

Com este resultado, a taxa de variação homóloga do quarto trimestre situou-se nos 2,4%, um resultado que fica ligeiramente abaixo dos 2,5% do terceiro trimestre, e a variação do PIB para o total de 2017 acabou por se situar em 2,7%.

Este resultado não só confirma a forte aceleração face aos 1,5% de 2016, como fica muito acima dos 1,8% que o Governo esperava quando, em Outubro de 2016, apresentou a proposta de Orçamento do Estado para 2017. Aliás, o Governo volta a ser surpreendido pela positiva, já que no passado mês de Outubro, quando apresentou a proposta de OE para 2018, tinha estimado um crescimento de 2,6% em 2017. Também a Comissão Europeia e o FMI estavam a contar com um crescimento de 2,6% que foi agora ligeiramente superado.

Parte-se assim para 2018 com a economia a crescer um pouco mais rápido do que o previsto, o que cria boas perspectivas num ano para o qual o executivo assume a possibilidade de um abrandamento para uma taxa de crescimento de 2,2%.

Com os resultados agora conhecidos em Portugal e também no resto da União Europeia, confirma-se que a economia portuguesa conseguiu em 2017 apresentar uma taxa de crescimento superior à da média da zona euro, que foi de 2,5%. Desde o ano 2000 até agora, a única vez que portugal tinha conseguido um desempenho económico superior ao dos seus parceiros europeus tinha sido em 2009, quando o PIB caiu 3%, um valor mesmo assim menos negativo do que a queda de 4,5% da zona euro.

Os dados agora divulgados pelo INE são os primeiros conhecidos para o quarto trimestre de 2017 e, por isso, não contam ainda com informação detalhada sobre a evolução das várias componentes do PIB. De qualquer forma, a autoridade estatística dá conta de um aumento do contributo das exportações para o crescimento, que compensa uma diminuição do contributo proveniente do consumo e do investimento.

A nota do INE assinala que “o contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB diminuiu, em resultado do abrandamento do investimento e do consumo privado” e que, “em sentido oposto, o contributo da procura externa líquida foi positivo”, em resultado da aceleração das exportações e da desaceleração das importações.

Quando se olha para a variação em cadeia do PIB, a conclusão é a mesma. O contributo da procura externa líquida (exportações menos importações) “passou de negativo a positivo”, diz o INE, assinalando que o contributo da procura interna diminuiu “devido sobretudo ao abrandamento do consumo privado”.

Em relação à totalidade do ano, o INE assinala que a grande diferença em relação a 2016 esteve no investimento, que acelerou de forma acentuada face ao que tinha acontecido em 2016. O consumo também acelerou, embora de forma menos acentuada, enquanto o contributo da procura externa líquida se manteve inalterado.

Fonte: Publico.pt



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