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MUNDO

14/02/2018

Capital Europeia da Cultura deve ser cada vez mais projeto regional

O secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado, disse este sábado, em Coimbra, que faz todo o sentido a agregação de cidades para candidatura a Capital Europeia da Cultura, pois este tipo de projetos tem cada vez mais escala regional.

As candidatas a Capital Europeia da Cultura, que em 2027 será portuguesa, “deveriam ter atenção não só àquilo que é o contexto urbano da cidade que se candidata, mas também a todo o seu entorno regional”, defendeu o secretário de Estado da Cultura, em declarações à agência Lusa, à margem de uma visita ao Centro de Artes Visuais (CAV)/Encontro de Fotografia, em Coimbra.

A tendência regional nessas candidaturas, como se tem vindo a pronunciar em várias anteriores, em termos internacionais, deveria ser também uma preocupação das cidades [portuguesas]” que concorrem, sustentou.

“Neste tipo de projetos “sobretudo numa Europa que é cada vez mais uma Europa das regiões” e onde, “de facto, as regiões são priorizadas, em termos de desenvolvimento”, faz todo o sentido pensar-se numa escala regional”, também quando se trata de capitais da cultura, acrescentou.

“Porque não”, por isso, a junção de candidaturas de cidades, questionou.

Mas, ressalvou, as cidades “têm toda a legitimidade em se candidatarem a um galardão” e a um contexto que, como a Capital Europeia da Cultura, “é naturalmente importante” e que tem sido importante, “como se tem demonstrado no passado e na atualidade para o [seu] desenvolvimento cultural”, concluiu.

Coimbra já manifestou intenção de se candidatar a Capital Europeia da Cultura em 2027, tal como outros centros urbanos, como Aveiro, Guarda, Leiria e Viseu, na região Centro, ou Braga e Viana do Castelo, no Norte, Cascais e Oeiras, na área de Lisboa, e Évora e Faro, no Sul do país.

Sobre o Centro de Artes Visuais (CAV), o secretário de Estado da Cultura disse que é “uma instituição importante a nível das artes visuais e da cidade de Coimbra e que tem um histórico importante”, como confirmou durante a prolongada visita que hoje ali fez, guiada pelo seu responsável, Albano da Silva Pereira, e na companhia da diretora Regional de Cultura do Centro, Celeste Amaro, e do presidente e da vereadora da Cultura da Câmara de Coimbra, respetivamente, Manuel Machado e Carina Gomes.

Miguel Honrado reconheceu, em declarações à Lusa, que o CAV “luta com dificuldades” financeiras, como destacou, durante a visita, Albano da Silva Pereira, mas “não é a única instituição” que se confronta com esse problema. “O setor cultural em Portugal ainda atravessa bastantes dificuldades”, salientou.

O CAV candidatou-se a concursos da DGArtes (Direção-Geral das Artes), através dos quais poderá obter mais financiamentos, embora condicionados aos “meios de que dispõe o Ministério da Cultura”, que “não são ainda os ideais, mas são aqueles que neste momento existem”, disse ainda à agência Lusa, Miguel Honrado.

“O novo modelo de apoio às artes vem trazer uma capacidade financeira ao setor das artes visuais [arquitetura e design] que não existia anteriormente”, para “equilibrar de uma forma muito mais justa o financiamento das artes performativas”, que “estava completamente subvalorizado”, sustentou o secretário de Estado da Cultura.

O CAV/Encontros de Fotografia tem atualmente um financiamento do Ministério da Cultura de cerca de 90 mil euros anuais, valor idêntico àquele que lhe é atribuído pela Câmara de Coimbra.



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