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NEGÓCIOS E ECONOMIA

27/04/2018

Análise da Moody’s sinaliza saída de Portugal do “lixo” [Portugal]

A avaliação que a Moody’s faz à situação económica, orçamental e política do país melhorou em relação ao que acontecia no passado mês de Setembro, colocando pela primeira vez desde o início da crise o nível indicativo atribuído teoricamente ao rating português num intervalo totalmente situado acima do “lixo”. Uma eventual decisão de subida da classificação da agência norte-americana, a única que ainda não dá o “grau de investimento” à dívida portuguesa, contudo, só acontecerá no próximo mês de Outubro.

Na passada sexta-feira, a Moody’s optou por manter o rating português em Ba1, ou seja ainda em nível “lixo”, não acompanhando os movimentos de subida realizados por outras agências. Em Setembro do ano passado, tinha subido a tendência do rating de “estável” para “positiva”, o que serve para sinalizar uma possível subida, que a agência disse poder acontecer num prazo de 12 a 18 meses.

Terá sido por não terem ainda passado pelo menos 12 meses desde a subida da tendência, e por querer garantir que a retoma económica e orçamental do país é sustentável, que a Moody’s terá optado por não elevar o rating.

No entanto, numa nota de análise a Portugal (denominada “Credit Opinion”) publicada esta terça-feira, surgem sinais claros de que a avaliação feita pela agência ao país continuou a melhorar nos últimos meses, o que aumenta as possibilidades de, em Outubro se vir mesmo a concretizar a subida do rating. Neste documento, a agência actualiza os valores atribuídos ao país num painel de avaliação que contém vários indicadores, agregados em quatro factores principais: força económica, força institucional, força orçamental e susceptibilidade a um evento de risco.

O conjunto dessas avaliações (quantitativas e qualitativas) resultam num intervalo indicativo e que serve para definir qual é, em teoria, o nível em que se pode situar o rating do país. No documento, a Moody’s assinala que o processo de decisão em relação à nota da dívida portuguesa “é deliberativo e não mecânico”, deixando claro que não é forçoso que o rating atrubuído no final fique dentro do intervalo indicativo e salientando que este “depende de comparações com os pares e deve dar espaço para que factores de risco adicionais sejam levados em conta”.

No entanto, o facto de no caso de Portugal este intervalo ter vindo sucessivamente a subir nos últimos painéis de avaliação produzidos pela Moody’s fazem com que uma subida efectiva do rating seja mais provável.

A avaliação feita na passada terça-feira colocou o intervalo indicativo para Portugal entre Baa3 e Baa1, isto é já acima da actual classificação Ba1 que é atribuída actualmente. Este intervalo está também, pela primeira vez desde que Portugal caiu no “lixo”, totalmente dentro da área denominada como “grau de investimento”, ou seja inteiramente acima de “lixo”.

Em Setembro, quando a Moody’s anunciou que a tendência tinha passado a ser positiva, o intervalo calculado pela agência situou-se entre Ba1 e Baa2, isto é, parcialmente em nível “lixo” e “grau de investimento”. Alguns meses, antes, em Maio de 2017, o intervalo estava entre Ba3 e Ba1, totalmente dentro do nível “lixo”.

Entre os factores analisados pela agência, aquele em que Portugal registou uma melhoria foi na redução da susceptibilidade a um evento de risco, algo que é motivado em particular pela melhoria da avaliação da situação na banca.

Fonte: Publico.pt



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