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08/05/2018

Turismo Imobiliário [Imóvel A]

Certa vez um amigo advogado, hoje aposentado e que mora em Trancoso, quando falávamos sobre imóveis, disse: “se for investir, invista numa esquina”. Trancoso, em sua opinião, é uma destas esquinas internacionais onde o mundo se encontra. Para mim, Lisboa também tem o seu ângulo perfeito. A capital portuguesa está na crista da onda e os brasileiros têm remado forte para não perderem a maré de prosperidade que tomou conta da cidade. Empresários chegam para investir em uma propriedade movidos pela segurança não só nas ruas e na rotina, mas também na solidez do mercado imobiliário e, claro, pela oportunidade de obter o Golden Visa que, ao fim de cinco anos, garante a cidadania europeia.

Sou apaixonado por imóveis, trabalho na área há 30 anos e há mais tempo que isso gosto de arquitetura. Quando viajo, não trato apenas de visitar museus, hotéis e pontos turísticos tradicionais: vou a imobiliárias, construtoras e me meto a perguntar e a pesquisar sobre a dinâmica dos mercados, mesmo quando não estou a trabalho. Faço questão de entender como as coisas funcionam e nunca soube de investimento mais sólido que o ser humano possa fazer ou ter feito que o imobiliário. Sempre digo que um imóvel é uma “fração” do planeta Terra e a demanda está cada vez maior que a oferta! Hoje somos mais de 7 bilhões de pessoas cruzando ruas, avenidas e dobrando esquinas de Nova York, Londres, Paris, Milão, Frankfurt, São Paulo, Tóquio, Barcelona, Rio de Janeiro e Lisboa.

O mercado imobiliário lusitano passou a ser mais do que óbvio para nós na Imóvel A e eu, como desenvolvedor de área de expansão de franquias da Rede Lopes e sócio da Imóvel A Luxury Homes em São Paulo, planejei iniciar atividades por lá em 2016, quando firmei algumas parcerias locais com representações no Porto e em Lisboa. Nossos tradicionais clientes paulistanos cada vez mais comentam, desejam, visitam e compram em Lisboa, Cascais e no Algarve – o fenômeno é algo semelhante ao que já conhecemos na dinâmica imobiliária de Miami, onde durante o boom imobiliário entre 2010 e 2014 muitos adquiram casas e apartamentos de até 500 mil dólares. Lá, ao contrário de Portugal, não existe visto de residência permanente associado à compra de um imóvel e para comprar um à vista é preciso comprovar renda e ir pessoalmente aos Estados Unidos. Do outro lado do Atlântico, basta fechar o negócio e registrar a escritura em cartório. Isso sem falar na afinidade cultural, no fato de falarmos a mesma língua e de se estar na Europa com preços bem abaixo da realidade de outros países do Velho Mundo. De fato, Lisboa é uma oportunidade de investimento que não se pode deixar escapar!

Vive-se lá uma pujança turística que poucas vezes vi, talvez comparável  com Barcelona há alguns anos. O que mais me impressionou foi a quantidade de pessoas a chegar com suas malas de Alfama ao Chiado, Baixa ao Bairro Alto e até Belém... era um entra e sai de turista todo santo dia: de franceses, belgas e alemães a escandinavos, chineses e brasileiros, que testemunham a reconstrução e reinvenção de Lisboa. Hoje, a história presente na arquitetura, preservada e riquíssima, se mistura com o moderno e o tecnológico – aliás, Lisboa é o novo technohub europeu, endereço de inúmeras empresas de start ups e sede do Web Summit, a maior feira hi-tech do mundo, que em novembro reuniu mais de 60 mil pessoas e palestrantes como Al Gore e François Hollande.

 

Sobre alguns bairros e mercado imobiliário

O Chiado e o Bairro Alto, com seu comércio sofisticado, e outras zonas como Baixa, Príncipe Real, Santos e Alfama vivem um grande boom imobiliário impulsionados pelo turismo vigoroso e pela economia em franca expansão. De três anos para cá, muitos prédios caindo aos pedaços deram lugar a studios, lofts e apartamentos pequenos para “short rental” renovados sem perder suas características originais.

É grande a oportunidade de investimento no setor residencial de Lisboa,  que ainda pode chegar a uma valorização de mais 5% no próximo biênio. Em apartamentos comprados para alugueis de curto prazo, é possível extrair uma renda de 4 a 7% anualmente sobre o valor investido. Apartamentos T2, T3 e T4, (2, 3 e 4 dormitórios, traduzindo para o nosso português do Brasil) também renascem praticamente dos escombros depois de um retrofit providencial: palacetes e edifícios centenários com diferentes influências e rica arquitetura atendem a uma crescente demanda de novos interessados em morar e investir em Lisboa com sofisticação e discrição. Os incentivos fiscais atraem os aposentados do norte da Europa, dos Estados Unidos e do Brasil, que cada vez mais têm comprado apartamentos e casas na cidade – e ao que parece, o movimento está só no começo. Até Madonna mudou-se para Portugal, na onda de muitos milionários que desfrutam das vantagens tributárias que o país oferece por 10 anos aos novos residentes.

Por todo lugar há gruas e máquinas a trabalhar, canteiros de obras públicas e privadas, muitas praças e parques de estacionamento, novos museus,  universidades, marinas... tudo sendo construído e reconstruído ao mesmo tempo. Visitei empreendedores locais, incorporadores franceses e brasileiros; fui atendido por colegas de imobiliárias em Lisboa e no Porto, estive em empresas como Era, Remax, Century 21, Sotheby’s, Wallis Imóveis, 100Domus; me encontrei com consultores independentes locais, brasileiros e estrangeiros, e especialmente com a turma da agência boutique inglesa Athena Advisers, especializada em mercado imobiliário de luxo na Europa, com braço no Rio, e que há três anos abriu um escritório em Lisboa prevendo o futuro brilhante do do real estate na cidade. Comandada pelo francês radicado no Rio Roman Carel, a Athena foi em parte responsável pelo “marketing” e divulgação internacional de Lisboa como destino de lifestyle e investimento, já que há 4 anos, antes de todo mundo começar a falar no assunto, começou a vender e a divulgá-la para seus clientes não só do Brasil, mas da Inglaterra, Turquia, Dubai, etc. Ao misturar em seu negócio investimento, design e lifestyle, a agência conquistou a confiança de investidores tradicionais e novos compradores que trocaram Miami por Lisboa em busca de um paraíso terreno com vista para um novo horizonte. No portfólio, apartamentos, casas e vilas que fogem do lugar comum nos destinos charmosos do Velho Mundo, como Côte d'Azur, Alpes franceses, Barcelona, Paris e Londres.

Em dezembro, vamos realizar com a nossa nova parceira Athena Advisers um evento em São Paulo para nossos clientes, amigos e parceiros descrevendo a realidade do mercado e apresentando um portfólio de oportunidades cuidadosamente selecionadas. A Imóvel A vai atuar na estruturação de negócios para nossos clientes, oferecendo produtos de primeiríssima linha, com amplo potencial de valorização e renda em euro, além de assessoria legal e tributária.

 

E os números do mercado?  A quantas andam os preços?

Em 2011, estive em Miami a convite de alguns incorporadores locais, naquela época o mercado imobiliário americano se recuperava da crise do subprime. Lembro-me de ter deixado de adquirir uma unidade por 700 mil dólares em Miami Beach, especificamente em Bal Harbor, que hoje vale 1.8 milhão de dólares... nem vamos falar de câmbio aqui, se não dá vontade de chorar.

Mas deu para aprender com a experiência e enxergar uma dinâmica mais óbvia com o mercado português. Está crescendo, e rápido, pois atualmente é a uma das melhores opções de investimento imobiliário na Europa. Em Lisboa, apartamentos inteiramente renovados ainda podem ser comprados a 5.500 euros o metro quadrado ou de 7 a 10 mil euros se forem em edifícios históricos nos melhores bairros. Nos últimos três anos, Lisboa já registrou uma valorização de 30% em imóveis no centro histórico. Embora possa parecer que trata-se de uma bolha ou que você pode ter perdido o bonde, ainda há margem para um crescimento similar nos próximos anos neste mercado que ainda não está maduro e onde o investimento público e privado estão unidos e atraem cada vez mais pessoas interessantes dos quatro cantos do mundo – trata-se não só de quantitativo, mas de qualitativo. Sim, é preciso correr, mas com cuidado – afinal, não se encontra um belo apartamento em qualquer esquina!

Autor: Alexandre Villas, diretor - presidente Lopes Imóvel A

Fonte: Assessoria



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