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MUNDO

18/05/2018

Ao terceiro ano, “Junho, Mês de Portugal” inova e traz ‘workshop’ de cinema por Catarina Mourão

Pedro Abrunhosa em concerto, António-Pedro Vasconcelos em conferência e mostra de filmes, um ‘workshop’ de cinema com Catarina Mourão, um roteiro turístico dedicado a Camilo Pessanha e uma mostra de joalharia portuguesa são alguns dos eventos da programação de “Junho, Mês de Portugal” de 2018. O programa foi dado a conhecer ontem pelo Consulado-geral, Casa de Portugal, Fundação Oriente e IPOR. Ontem, o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, anunciou que tenciona dedicar 2019 a celebrar Portugal e a cultura portuguesa.

No terceiro ano consecutivo em que se realiza o “Junho, Mês de Portugal”, a programação cresceu, contando com 25 eventos, a acontecer em mais de 10 espaços da cidade e incluindo mais de 35 artistas e participantes em espectáculos, exposições e mostras de cinema. Este é o “programa mais vasto de sempre” anunciou o Cônsul-geral Vítor Sereno, que integra a comissão organizadora composta pelo Consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Casa de Portugal, Fundação Oriente e Instituto Português do Oriente (IPOR).

No último ano em que Vítor Sereno integra a comissão organizadora do evento, o diplomata reiterou que deseja que este evento continue para além da sua presença no território, donde está previsto sair ainda este ano e deixou o convite: dia 10 de Junho, a partir das 18h30, a residência consular abre portas à comunidade portuguesa, como já vem sendo hábito.

Pedro Abrunhosa

O músico do Porto, Pedro Abrunhosa, actua com a banda Comité Caviar às 20 horas do dia 8 de Junho, no Centro Cultural de Macau (CCM). No dia anterior, a 7, pelas 18h30, o realizador de cinema António-Pedro Vasconcelos vai estar à conversa sobre temas da actualidade no Café Oriente, do IPOR. Os filmes do realizador “Jaime” (1999), “Os Imortais” (2003) e “Os gatos não têm vertigens” (2014) vão ser mostrados no auditório do Consulado-geral, dias 11 e 12, com a presença do realizador.

Uma iniciativa nova na programação do evento é o ‘workshop’ de cinema com a realizadora do documentário “A Toca do Lobo”, Catarina Mourão, em coordenação com a Associação Audiovisual CUT. A iniciativa vai ter a duração de duas semanas, havendo o limite de 15 vagas. As datas ainda não são conhecidas, mas inserem-se no mês de Junho, conforme explicou a coordenadora da delegação da Fundação Oriente em Macau, Ana Paula Cleto.

António-Pedro Vasconcelos

Outra das grandes novidades da programação este ano é o roteiro turístico pelos lugares frequentados pelo poeta Camilo Pessanha, anunciado por João Laurentino Neves, director do IPOR, cujos detalhes serão anunciados mais adiante.  Esta é uma iniciativa que a comissão organizadora espera que tenha o apoio do Governo de Macau, acrescentando-se aos roteiros já existentes. Vítor Sereno manifestou-se confiante, afirmando que, na reunião que a comissão organizadora manteve ontem de manhã com o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, que Alexis Tam “disse, preto no branco, que, por vontade dele, estes eventos são para serem apoiados, tendo ele disponibilizado também os Serviços de Turismo, uma vez que isto acaba também por contribuir para a diversificação cultural que a própria RAEM quer, estou convencido que isto vai ter apoio institucional”, assegurou Vítor Sereno.

Macau, o “pontapé de saída” para as exportações de joalharia

A programação inclui uma exposição dedicada à joalharia portuguesa, promovida pela Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal, que terá lugar na residência consular. Vítor Sereno tenciona com esta iniciativa “dar um pontapé de saída para uma nova era em termos de exportações na área da joalharia e da relojoaria aqui nesta zona do mundo”. O Cônsul-geral explicou que, segundo os dados da AICEP, o comércio de joalharia, “se nós os compararmos com outro tipo de exportações, são absolutamente residuais. Por isso, depois da feira de Hong Kong, que é uma das três maiores do mundo, insisti muito para que esta presença, esta pegada, e para que este rejuvenescimento, que existe ali à volta de Gondomar hoje em dia, tivesse lugar em Macau”, afirmou.

O IndieLisboa e a Portugal Film – Portuguese Film Agency, em conjunto com a Fundação Oriente e a Casa de Portugal, voltam a apresentar, dias 27, 28 e 30 de Junho, uma Mostra de Cinema Português em Macau, na Cinemateca Paixão, com um total de oito filmes. Entre estes, importa destacar o documentário “Pelas Sombras”, de Catarina Mourão, de 2010, sobre a artista plástica Lourdes de Castro, “Colo”, de Teresa Villaverde, e “Amor, Amor”, de Jorge Cramez, que tem como protagonista a actriz Margarida Vila-Nova, residente em Macau, que deverá estar presente.

Na Casa Garden vai inaugurar igualmente uma exposição, dia 14, de Ana Aragão, a artista em residência este ano da Fundação Oriente, que vai mostrar na Casa Garden desenhos de grande escala e tapeçaria.

A 2 de Junho, pelas 16 horas, realiza-se um concerto para os mais novos, “Era uma vez, a cantar em português”, no pequeno auditório do CCM. A 29 de Junho, no teatro D. Pedro V, há “Canção de Coimbra”, um quarteto de fado ao qual se juntará o macaense José Basto da Silva.

O programa de “Junho, Mês de Portugal” foi apresentado ontem ao secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam. Na ocasião, de acordo com a Rádio Macau, Alexis Tam, anunciou que tenciona dedicar o ano de 2019 a celebrar Portugal e a cultura portuguesa. No próximo ano assinalam-se os 40 anos do estabelecimento de relações diplomáticas entre Portugal e a República Popular da China e os 20 anos da transferência de soberania de Macau para a China.

Todos os eventos de “Junho, Mês de Portugal” são gratuitos, mas tanto os concertos como as mostras de cinema estão sujeitos ao levantamento de bilhetes na Casa de Portugal, a partir de 23 de Maio, assinalou a organização.

Fonte: Ponto Final Macau



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