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MUNDO

28/05/2018

Hotéis de charme para millennials chegam a Portugal

São boutique-hotéis mas com espaços para concertos, ioga ou coworking, e virados para os “nómadas que viajam pelo mundo”. O grupo Selina estreia-se em Portugal com um hotel no Porto e estuda mais 30 locais no país

O primeiro hotel de charme em Portugal dirigido a um público millenial vai abrir já este ano no Porto, seguindo-se logo a seguir Lisboa, Cascais, Peniche, Ericeira, Comporta, Lagos ou Albufeira: ao todo, o grupo Selina está a analisar 30 localizações em Portugal, onde prevê ter até 2020 um grupo hoteleiro com cerca de 1400 camas. Para este objetivo, o grupo internacional está disposto a avançar no país com investimentos superiores a €250 milhões nos próximos dois anos.

Até à data com uma coleção de 24 hotéis em oito países da América Central e do Sul (Panamá, Costa Rica, México, Colômbia, Equador, Guatemala, Nicarágua e Peru), o grupo Selina prima por ter unidades hoteleiras com uma “estética única”, viradas não só para a chamada geração do milénio (millennials) mas para todos os “nómadas viajantes que querem transformar o mundo na sua sala de aula, no seu escritório ou no seu parque de diversões”.

Combinando o conceito de boutique-hotéis com amplos espaços para coworking, espetáculos ou a prática de ioga, o grupo Selina tem atualmente um portefólio diversificado que integra alojamentos de cidade, de praia, de selva ou de montanha, em que “cada hotel é diferente do outro”, mas tendo como traço comum “a forte relação com a comunidade local”.

Criado em 2015, o grupo Selina está com fortes planos de expansão na Europa, e decidiu começar por Portugal. “O país tem potencial para ser um destino top nos anos mais próximos”, considera Rafael Museri, CEO e cofundador do grupo Selina, descrevendo Portugal como “multifacetado e cheio de atividades interessantes, dentro e fora da capital”.

O primeiro passo do grupo Selina em Portugal vai ser concretizado com a abertura de um hotel no Porto, a partir de outubro, tendo este projeto envolvido investimentos de 10 milhões de euros.

Localizado na Rua das Oliveiras, dos números 61 ao 65, o hotel Selina no Porto vai ter 260 camas e inclui um amplo jardim interior destinado a concertos, espetáculos ou outros eventos que também irão envolver os moradores da cidade. À semelhança de outras uniodades do grupo, o hotel da Invicta será decorado com pinturas de artistas locais.

“O Porto é uma cidade conhecida pelas suas pessoas calorosas que sabem receber bem e que partilham um espírito de comunidade”, consideram os responsáveis do grupo hoteleiro, frisando que “a Selina tem o mesmo conceito, e que passa muito por criar ligações e experiências ao vivo com a comunidade local”.

A seguir ao Porto, o grupo Selina prepara-se para abrir um espaço em Lisboa, previsivelmente no primeiro trimestre de 2019. “O hotel de Lisboa vai ser importante para termos uma âncora na capital, o que nos vai permitir expandir para outras áreas do país, mais pequenas e menos exploradas”, adianta Rafael Museri, chamando também a atenção para os mais de 30 locais em Portugal onde o grupo está de olho e que irão permitir ao grupo “criar experiências novas em localizações-satélite, que serão uma oportunidade de explorar o país de forma completamente diferente”.

Além de Portugal, o grupo Selina prevê investir no espaço de um ano cerca de €50 milhões na sua expansão europeia, com apostas também na Alemanha, Reino Unido, Grécia, Hungria e Polónia.

“Estamos a trabalhar no sentido de criar comunidades para os viajantes modernos, e também para os locais que estão com os olhos neste horizonte”, salienta Rafael Museri. “Os hotéis Selina são a combinação que resulta entre uma marca forte e a comunidade local”, adianta o mesmo responsável. “Transformamos espaços através da arte, envolvendo artistas e artesãos locais. cada hotel Selina em Portugal vai depender da vizinhança que tem à volta, a história do edifício e a vibe do bairro e da sua comunidade”.

Museri diz que o grupo hoteleiro que dirige encontrou em Portugal um país que é a 'cara' da Selina. “Acreditamos que Portugal e a Selina têm muito a aprender um com o outro. Portugal é tão rico em paisagens que nos permite testar novos conceitos no sentido de reimaginar como as pessoas podem combinar vida, trabalho e viagens, e que pode ser um impulsionador do turismo em novas regiões”.

Fonte: Expresso



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