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MUNDO

04/06/2018

Portugal chegou ao top do talento

O país é o 29º mais competitivo do mundo em recursos humanos, segundo estudo Insead/Adecco

Portugal entrou para o primeiro quartil de países que lideram o Índice Mundial de Competitividade de Talento (Global Talent Competitiveness Index). O estudo, realizado anualmente pela escola de negócios Insead, a multinacional de recrutamento Adecco Group e a Tata Comunications, foi esta semana divulgado e coloca Portugal na 29ª posição da tabela global, entre 119 países analisados.

Tolerância a minorias e emigrantes, qualidade de vida, publicação de artigos em revistas científicas, sistema de pensões e diferença salarial entre homens e mulheres, são as áreas onde o país pontua melhor nesta análise de competitividade, apesar das notícias recentes sobre uma resistente desigualdade salarial entre homens e mulheres em Portugal.

No reverso desta medalha estão variáveis como a resistência à mudança, a escassa colaboração entre organizações e a comunidade académica, a transparência dos planos de gestão de carreira ou a escassez de oportunidades de liderança para as mulheres. Áreas onde o país continua a ter um longo caminho a percorrer e que o podem ter penalizado no ranking global.

O índice de competitividade de talento analisa o desempenho de 119 países e 90 cidades, avaliando a sua capacidade de desenvolvimento de talento em seis dimensões distintas: formação, atração, desenvolvimento, retenção, competências técnicas e vocacionais e competências globais de conhecimento. É no campo da retenção de talento que o país atinge a melhor posição no ranking global, 19ª em 119 países. Logo a seguir está o seu potencial de atração de talento, onde figura na 30ª posição.

Para Carla Rebelo, diretora-geral da Adecco em Portugal, os resultados agora divulgados mostram que “Portugal continua a trabalhar para superar algumas barreiras”. O país subiu duas posições no índice de talento face ao ano passado. E para a líder nacional da consultora de recrutamento, esta melhoria de resultados é também fruto do papel que as empresas devem ter no desenvolvimento, competitividade e integração do talento nacional.

A líder nacional da Adecco Portugal recorda que “os países estão a competir globalmente para fazer crescer melhor talento, atrair as competências de que necessitam e reter os trabalhadores que contribuem para a competitividade e crescimento”. E esclarece que neste cenário, governos, empresas e outras partes interessadas devem criar “instrumentos quantitativos que possam informar as suas decisões e ajudá-los a elaborar e implementar melhores políticas em áreas como a educação, o emprego e a emigração”.

De resto, um das conclusões fundamentais do estudo é a importância da diversidade e retenção de talento para a competitividade das empresas. A edição deste ano deixa bem patente o papel críticos destes fatores na definição de políticas de talento e estratégias de inovação. Segundo o estudo, “para promover a diversidade, as empresas têm de apostar em práticas mais inclusivas e só têm a beneficiar, em matéria de inovação e ganhos de produtividade, com estas políticas”, conclui o estudo.

Fonte: Expresso



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