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MUNDO

04/06/2018

Uma 'Segunda Natureza' da arte portuguesa contemporânea em Washington

A exposição 'Segunda Natureza: Arte Contemporânea Portuguesa da Coleção da Fundação EDP' é inaugurada hoje, no Museu Kreeger, em Washington, Estados Unidos, com obras de "19 consagrados artistas portugueses", no âmbito das comemorações do mês de Portugal.

'Segunda Natureza' reúne 38 obras de artistas como Alberto Carneiro, Gabriela Albergaria, Julião Sarmento, Fernando Calhau, Vasco Araújo, Alexandre Estrela, João Grama e Sandra Rocha, e parte do núcleo original da exposição apresentada na abertura do Museu de Arte, Tecnologia e Arquitetura (MAAT), em Lisboa, em 2016.

Com curadoria de Pedro Gadanho, diretor do MAAT, e Luísa Especial, que tem um percurso de investigação e curadoria ligado a instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian, a Culturgest e a Carpe Diem, 'Segunda Natureza' é a primeira exposição dedicada à arte portuguesa do século XXI, nos Estados Unidos, segundo a Fundação EDP.

A apresentação da mostra destaca que esta se organiza "pela deteção de afinidades entre as obras", salientando pontos de contacto entre artistas e as respetivas obras, que estabelecem essas ligações.

É o caso da "inscrição do corpo no contexto natural", na produção de Alberto Carneiro e de Pedro Vaz, "o jardim como dispositivo crítico, onde se veiculam e questionam códigos culturais e se inscrevem experiências pessoais e coletivas", nas peças de Vasco Araújo e de Gabriela Albergaria, "a tensão entre a esfera natural e tecnológica", em Alexandre Estrela, e a proximidade do seu universo ao de Miguel Soares, marcado pelo impacto da tecnologia na natureza.

'Second Nature: Portuguese Contemporary Art from the EDP Foundation Art Collection' fica aberta ao público, no The Kreeger Museum, em Washington, a partir de hoje, até 31 de julho.

Em março de 2015, a mostra 'Iberian Suite', promovida pelo Kennedy Center, em Washington, reuniu, em manifestações próprias e paralelas dedicadas à criação ibérica contemporânea, testemunhos de criadores portugueses, como os arquitetos Álvaro Siza e Eduardo Souto de Moura, os artistas Vhils, Pedro Zaz, Pedro Arraiano, Pantónio e Mariana Pimentel, Nuno Vaz e os designers João Branco e Luís Sanchez, dos Storytailors.

Entre outras exposições de arte portuguesa contemporânea, que estiveram em Washington, conta-se a retrospetiva dedicada a Amadeo de Souza Cardoso, 'At the Edge: A Portuguese Futurist', entre finais de 1999 e meados do ano 2000, que também passou por Nova Iorque e Chicago.

Na capital norte-americana, destacam-se ainda, entre outras mostras, dedicadas a períodos anteriores da arte portuguesa, como 'Encompassing the Globe -- Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII', promovida pelo Smithsonian Institute, em 2007, e 'A Idade do Barroco', da National Gallery, realizada em vésperas de Lisboa 94 - Capital Europeia da Cultura, já na contagem decrescente para a Expo98.

Fonte: Notícias ao Minuto



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