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MUNDO

19/06/2018

“A Língua Portuguesa em Nós” patente ao público em Luanda

A exposição “A Língua Portuguesa em Nós”, patente ao público desde quarta-feira, no Centro Cultural Brasil-Angola, na Baixa de Luanda, inclui actividades paralelas para todas as idades.

Teatro, feiras de livros, exibição de filmes, sessões musicais, recitais de poesias e jogos digitais constam entre as actividades paralelas abertas para crianças e adultos, entre 10h00 e 20h00, sob coordenação do escritor Ondjaki. 

Os visitantes podem ver filmes, ouvir canções e histórias, além de apreciar as fotografias e diversos materiais digital que contam a história das diferentes fases do português no Brasil, Cabo Verde e Angola.

A mostra é uma iniciativa do Itamaraty, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, a Fundação Roberto Marinho, o Museu da Língua Portuguesa e o Instituto Internacional da Língua Portuguesa, com a coordenação da Expomus.

Depois da exposição, que encerra dia 3 de Agosto,  há um conjunto de obras literárias vão ficar disponíveis de forma gratuita para os leitores. “O mais importante é que haja uma primeira etapa e que a mesma seja bem divulgada, para que possamos intensificar as relações culturais. Esperamos que futuramente surjam outras exposições”, disse o embaixador do Brasil, Paulino de Carvalho Neto, na cerimónia de abertura.

A coordenadora da mostra, Mariana Toledo, considerou a mostra como uma  oportunidade para difundir e valorizar a língua portuguesa, mostrando a convergência que ela tem nos países falantes. “A Língua Portuguesa em Nós”, acrescentou, centra-se na criação de laços entre os países da CPLP, assim com na cultura, música e dança.
    
Participação angolana
A exposição tem intensa participação de 30 estudantes, seleccionados nos cursos de Letras, Comunicação Social, Artes Visuais e Produção Cultural, para participarem numa formação para actuarem como mediadores das visitas educativas.

Além disto, eles auxiliaram na programação cultural. A acção tem apoio da Premium Consultoria e da Aplha Medic. 

Uma programação cultural diversa e exclusiva é organizada para cada país, num espaço de convivência. Em Luanda, as actividades têm coordenação artística do escritor Ondjaki. No espaço Falares, o visitante é convidado a deixar um testemunho falado sobre a relação que tem com o idioma: os depoimentos vão fazer parte também do acervo do Museu da Língua Portuguesa, cuja reinauguração está prevista para 2019.

Percursos da exposição
De acordo com a linha do tempo sobre a cronologia do português no Brasil, quando chegou à América latina já existiam 300 línguas, num universo de um e seis milhões de ameríndios (indígenas), no Século XV. Ao visitar a mostra, o visitante é conduzido por um passeio em que aprecia essas metamorfoses da língua portuguesa e o tupi, no Brasil, que mais tarde sofreu influências várias quer da literatura quer da música, fenómenos sociais ocorridos também em Cabo Verde e em Angola.

Descobrir as origens da língua portuguesa e como se mantém viva em constante movimento, permitindo o nascimento, cruzamento e transformação de palavras, ao longo dos séculos constituem as novidades da exposição.

A culinária é um dos traços culturais que, também, tem contribuído para a evolução da língua, e que faz parte dos conteúdos da exposição. Actualmente, cerca de 270 milhões de pessoas falam português nos cinco continentes.

Referindo-se sobre a importância da exposição, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, afirmou, em comunicado de imprensa, que a itinerância do Museu da Língua Portuguesa é um compromisso da presidência “pro tempore” brasileira na CPLP. 

“É uma oportunidade de perceber e celebrar as diferenças e as semelhanças entre as diversas variantes que engrandecem a nossa língua comum. A iniciativa reveste-se de especial importância pela ênfase que dá ao papel internacional da língua portuguesa, um eixo central da nossa política externa. Também nos orgulha contribuir para o enriquecimento do acervo do prestigiado museu do Brasil, que chega a Angola, Cabo Verde e Moçambique, como um museu do português brasileiro, mas traz na volta todo um novo conteúdo do português africano para o Brasil”.

Fonte: Jornal de Angola



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