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MUNDO

24/07/2018

Festival de Artes Sino-Lusófonas em Macau mostra diversidade cultural do Brasil

A imensidão da diversidade cultural brasileira foi o tema de palestra em Macau, na China.

A presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, representou o Brasil no Festival de Artes e Cultura Sino-Lusófonas, nos dias 7 a 8 de julho. Especialista em historiografia brasileira, ela apresentou, em língua portuguesa, a cultura brasileira.

Na plateia estavam representantes da China, Portugal, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Timor Leste, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe, que fizeram uma visita ao centro histórico de Macau, reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco, onde se destacam edifícios de arquitetura jesuítica.

Na palestra, Kátia Bogéa abordou desafios de estar à frente de uma instituição com o propósito de promover e proteger a identidade e a memória dos brasileiros e de buscar, nas diferenças, o que pode unir todos.

A diversidade cultural brasileira é considerada uma das maiores do mundo. O país possui dimensões continentais: são mais de 8 milhões e 500 mil quilômetros quadrados de extensão, divididos em 27 estados. Um território não só de beleza natural e riqueza cultural, como também de sete sítios reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Natural, 14 bens do Património Cultural Mundial e cinco práticas reconhecidas como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Segundo a responsável, trata-se de um «território plural, que recebeu – e ainda recebe – influências de vários povos e nações. Uma pluralidade de origens que participaram da formação das identidades do que é a sociedade brasileira. Povos indígenas, de matriz africana, portugueses, árabes, japoneses, holandeses, entre outros, que ofereceram significativas contribuições para a nossa cultura».

Segundo o governo português, em território brasileiro vivem 254 povos indígenas. Até 2017, havia 3018 comunidades quilombolas certificadas. Mais de 250 línguas são faladas no Brasil, entre indígenas, de imigração, de sinais, crioulas e afro-brasileiras, além do Português e das suas variedades. Entre elas, há sete línguas reconhecidas como referência cultural brasileira, como a língua Asurini, da família linguística Tupi-Guarani.

Vivem no território brasileiro inúmeras comunidades tradicionais, como os Caiçaras do Paraná e os Ribeirinhos da Amazônia. Todas elas carregam crenças, visões de mundo, saberes e fazeres diversos que constroem, num processo dinâmico, um povo festivo, devoto, criativo e extremamente orgulhoso das suas tradições.

Fonte: Revista de Portugal e das Comunidades



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