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MUNDO

24/07/2018

Sociedade Portuguesa de Dermatologia cria programa de formação para a lusofonia

Com o objetivo de motivar uma «relação de aproximação a outras comunidades portuguesas» e de elevar «a partilha de conhecimento e técnicas na área de dermatologia», a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) construiu um programa alargado de formação científica para dermatologistas portugueses e africanos da lusofonia.

Neste âmbito, encontra-se a decorrer, até 20 de julho, uma missão de formação e apoio assistencial em São Tomé e Príncipe, que teve início no dia 16. A partilha de experiência entre os diferentes dermatologistas portugueses, angolanos e moçambicanos, vai decorrer ao longo de cinco dias, numa formação científica para médicos São Tomenses.

Na sequência do encontro, durante três dias, irão observar doentes nos diferentes distritos e fazer tratamentos cirúrgicos no Hospital Central de São Tomé.

Em comunicado, o presidente da SPDV, António Massa, afirma que «em Portugal existem cerca de três centenas e meia de dermatologistas e meia centena de médicos em formação, o que permite estabelecer uma razoável rede nacional de cuidados de Dermatologia».

«Contudo, em muitos países do continente africano o acesso a formação e à saúde da pele ainda está em desenvolvimento. Por isso, o apoio de países nesta área da saúde, com conhecimentos da língua e da cultura, como Portugal, é fundamental e muito bem-recebido», refere.

O presidente da SPDV revela que «de modo regular vai haver encontros entre dermatologistas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e Portugal, para atualização e troca de experiências, numa lógica de partilha fraterna de vivências em que os colegas de África fornecem o valor da sua experiência em dermatologia tropical e os de Portugal transmitem a experiência da vida clínica na Europa».

O programa de assistência e formação a estes países, conta também com uma bolsa de formação solidária, com uma duração de cerca de quatro semanas, em Portugal, destinada a médicos internos do último ano, provenientes de cabo verde, moçambique e angola.

Ainda, em complemento a estas iniciativas, a SPDV estabeleceu um protocolo de cooperação com a Kanimambo, para apoio a doentes albinos em Moçambique. Neste âmbito, serão feitas cirurgias a albinos com cancro de pele avançado, no Hospital Central de Maputo e no Hospital Central de Nampula.

Por outro lado, será feita uma campanha de educação para mudar o cariz estigmatizante da doença.

Fonte: Revista de Portugal e das Comunidades



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