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20/08/2018

Sonae Sierra registra resultado líquido de €58,9 milhões no primeiro semestre de 2018 [Sonae Sierra]

A Sonae Sierra registou um Resultado Líquido de €58,9 milhões no primeiro semestre de 2018, que compara com os €64,2 milhões registados em igual período do ano passado. O decréscimo é resultante da redução do Resultado Indireto.

O EBIT atingiu os €51,8 milhões, um aumento de 3,7% face ao período homólogo, fruto do crescimento do volume de negócios e margens na atividade de prestação de serviços. O desempenho positivo das propriedades de investimento na Europa foi absorvido pelo efeito das alienações concretizadas em 2017.

O Resultado Direto subiu para os €33 milhões, um aumento de 9,3% face a igual período de 2017, reflexo do maior EBIT e de melhores resultados financeiros.

O Resultado Indireto foi de €25,9 milhões, 24% abaixo do ano passado, o que se deve essencialmente a um menor aumento da avaliação das Propriedades de Investimento.

Para Fernando Guedes de Oliveira, CEO da Sonae Sierra"o desempenho operacional dos centros comerciais melhorou no primeiro semestre de 2018, com as vendas dos lojistas e as rendas a aumentar em todo o portefólio, ao mesmo tempo garantindo uma taxa de ocupação elevada e estável em todas as geografias. Adicionalmente, aumentámos o número de projetos em desenvolvimento e assinámos 200 novos contratos de prestação de serviços".

O desempenho operacional dos Centros Comerciais continuou a melhorar. As vendas dos lojistas registaram um crescimento global de 2,5% (excluindo variação cambial) e de 3% no portefólio Europeu, marcado pelo crescimento de 2,1% em Portugal e pelo crescimento de 15,1% em Espanha no seguimento da aquisição do centro comercial Area Sur, em junho de 2017. Na Roménia, as vendas dos lojistas cresceram 5,9% em termos absolutos, devido à melhoria do desempenho do ParkLake. No Brasil, as vendas dos lojistas também cresceram, tendo aumentado 1,3% (em BRL).

A taxa de ocupação do portefólio atingiu os 95,8%. Na Europa, este indicador manteve-se praticamente estável nos 96,7%, tendo subido 0,3 pontos percentuais em Portugal, onde atingiu os 98,9%. No Brasil, a taxa de ocupação aumentou de 92,3% para 93%.

As rendas do portefólio registaram um crescimento total de 1,6%, aumentando 1,3% na Europa e 2,8% no Brasil (em BRL), acima da taxa de inflação média naquele período, em Portugal e no Brasil.

Implementação ativa da estratégia de reciclagem de capital

A Sonae Sierra continuou a implementar a sua estratégia de reciclagem de capital.

No que diz respeito a aquisições, a ORES Socimi, o veículo de investimento imobiliário criado em parceria com o Bankinter em Espanha, adquiriu diversas propriedades em Espanha e em Portugal, num investimento de cerca de €115 milhões durante este período.

O Sierra Fund adquiriu o hipermercado no Valle Real Shopping Centre, em Espanha.

Por outro lado, o Sierra Portugal Fund vendeu a sua participação no SerraShopping a uma nova joint-venture (5%/95%) entre a Sonae Sierra e a Armórica Portugal.

Novos projetos em curso e crescimento da prestação de serviços

Atualmente estão em desenvolvimento os seguintes projetos: o Jardín Plaza Cúcuta (Colômbia), o novo Emilia District em Parma (Itália), o McArthurGlen Designer Outlet Málaga (Espanha), o Centro Comercial Zenata (Marrocos), e as expansões do NorteShopping e do Centro Colombo (Portugal).

Em fevereiro deste ano foi anunciado um novo projeto em Parma (Itália), cujos trabalhos de construção já estão em curso. O projeto resulta de uma parceria (50/50) entre a Sonae Sierra e a Impresa Pizzarotti S.p.A, e representa um investimento de cerca de €200 milhões para o desenvolvimento de um projeto de requalificação urbana que irá resultar na criação de um Centro Comercial e um Retail Park com 74.000 m2 de Área Bruta Locável (ABL) e 170 lojas.

Os trabalhos de construção do McArthurGlen Designer Outlet Málaga (Espanha) também já começaram. Este projeto, fruto de uma parceria 50/50 entre a McArthurGlen e a Sonae Sierra representa um investimento de €140 milhões para a criação de 30.000 m2 de espaço de retalho e uma oferta comercial com mais de 170 marcas.

Na Colômbia, a construção do Jardín Plaza Cúcuta já está avançada. O projeto, resultante de uma parceria entre a Sonae Sierra e a Central Control, representa um investimento de €52 milhões e terá uma ABL de 43.000 m2, sendo o maior centro comercial da cidade. A abertura está prevista para o final de 2018.

Os trabalhos de construção da expansão do NorteShopping também já iniciaram e permitirão acrescentar cerca de 15.000 m2 aos atuais 54.618 m2 de ABL, representando um investimento de €72 milhões.

Na área de prestação de serviços, a Sonae Sierra assinou um total de 200 novos contratos no primeiro semestre de 2018: 189 de Serviços de Desenvolvimento, nove de Gestão de Centros Comerciais e dois de Gestão de Investimentos. Adicionalmente, e após as recentes alienações em Portugal, foram renovados três contratos de prestação de serviços.

Net Asset Value (NAV) e Rácios Financeiros

A Sonae Sierra calcula o seu NAV com base nas normas publicadas em 2007 pelo INREV (European Association for Investors in Non-Listed Real Estate Vehicles).

Com base nesta metodologia, o NAV da Empresa a 30 de junho de 2018 permaneceu nos €1,4 mil milhões. Este valor representa um decréscimo de 1,4% face ao valor registado em dezembro de 2017 - o Resultado Líquido deste período foi totalmente absorvido pelo pagamento de dividendos e pelo efeito adverso da desvalorização do Real Brasileiro nas Reservas.

A Sonae Sierra manteve a sua estratégia conservadora de financiamento de longo prazo e de cobertura de risco de taxa de juro. A estrutura de capital da Empresa é suportada por uma maturidade média da dívida de 3,6 anos, sendo que 42% está abrangida por instrumentos de cobertura de risco da taxa de juro.

A Sonae Sierra continua a beneficiar de um bom acesso a financiamento. No primeiro semestre de 2018, a Empresa refinanciou o seu empréstimo obrigacionista e a dívida de vários centros comerciais num total de €672 milhões.

O custo médio da dívida da Sonae Sierra é atualmente 3,3%, menos 0,5 pontos percentuais do que em 2017. Excluindo o Brasil, o custo médio da dívida da Empresa caiu para 2,7%, principalmente impulsionado pelo refinanciamento do empréstimo obrigacionista em janeiro a taxas de juro mais baixas.

Os rácios financeiros evidenciam uma abordagem prudente e sólida e a solidez financeira do balanço da Empresa.

Fonte: Assessoria



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