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NEGÓCIOS E ECONOMIA

20/08/2018

Milionários brasileiros atingem R$ 1 trilhão em investimentos [Brasil]

Montante representa quase um terço do total aplicado pelos brasileiros no primeiro semestre.

Milionários com recursos investidos no Brasil atingiram em junho, pela primeira vez, a marca de R$ 1 trilhão aplicado, informou a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) nesta quarta-feira (15). 

O montante representa quase um terço do total de investimentos da população brasileira no primeiro semestre: R$ 2,8 trilhões —3,3% superior a 2017.

O private banking, categoria que engloba investidores com no mínimo R$ 3 milhões em ativos, avançou 4,2% nos seis primeiros meses do ano, na comparação com o fim de 2017. São mais de 112 mil contas ativas na categoria.

“É um resultado muito positivo diante de um cenário econômico mais desafiador”, disse João Albino, presidente do comitê de private banking da Anbima.

A maior parte dos investimentos está em fundos, que somaram R$ 487,1 bilhões, num crescimento de 8%. A previdência aberta, no entanto, avançou mais, 10,3%, para R$ 106 bilhões.

“A previdência já é um destaque no segmento há alguns anos, por ser um importante produto para o planejamento sucessório dos clientes”, diz Albino.

No varejo, o volume de investimentos atingiu R$ 1,7 trilhão em junho, alta de 2,8% na comparação com dezembro de 2017. O desempenho foi puxado pelo segmento de alta renda (definido de acordo com cada banco), que subiu 5,6%, para R$ 821,5 bilhões investidos.

O varejo tradicional avançou menos, 0,4%, para R$ 919,4 bilhões.

No semestre, as aplicações em fundos multimercados apresentaram o maior crescimento do varejo, de 24,4%, somando R$ 86,3 bilhões investidos.

Mesmo com ritmo menor, de +2,9%, a caderneta de poupança ainda é o ativo mais buscado pelos clientes do varejo com R$ 683,2 bilhões alocados.

José Rocha, presidente do comitê de varejo da Anbima, explica que investidores são atraídos pela segurança da poupança.

"Já no varejo alta renda, temos visto um crescente apetite ao risco, reforçado nos últimos meses pelos juros mais baixos, o que justifica a entrada desses clientes nos fundos multimercados”, diz.

Fonte: Folha de São Paulo

 

 

 

 



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