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11/09/2018

Eleições e investimentos: quais os principais impactos? [Claritas]

Política e economia andam sempre lado a lado. Sabemos que decisões governamentais afetam as movimentações do mercado financeiro e impactam diretamente o cenário econômico, no Brasil e no mundo. E essa relação é ainda mais acentuada quando falamos sobre eleições e investimentos.

Dúvidas sobre quem serão os novos governantes geram instabilidade no mercado, afetando o quanto cada investidor ganhará com suas aplicações. Em 2018, essas incertezas são ainda maiores no Brasil. Em reação às primeiras projeções apontadas por pesquisas eleitorais, por exemplo, o dólar já passou de R$ 4.

Essa variação do valor da moeda norte-americana, contudo, é apenas um dos fatores influenciados por eleições. Então, quer saber como as disputas por cargos políticos afetam os seus investimentos e o que é que você pode fazer para lidar com isso? Basta continuar esta leitura!

QUAIS SÃO OS IMPACTOS DAS ELEIÇÕES SOBRE OS INVESTIMENTOS?

Para quem busca a melhor opção de investimentos, o principal impacto provocado pelas eleições, sem dúvida, é o aumento da volatilidade. Afinal, esta é uma das disputas pela Presidência da República menos previsíveis de toda a história da democracia brasileira.

A incerteza em relação ao sucessor de Michel Temer diz respeito, principalmente, a qual política fiscal será adotada. As contas públicas brasileiras apresentam déficit expressivo e sem o endereçamento de reformas fiscais para redução de despesas obrigatórias, a política monetária também deve ser afetada negativamente. O mercado conviveu com uma Taxa Selic mais baixa nos últimos meses, mas não é possível assegurar que essa mesma estratégia será adotada em 2019 se uma reforma fiscal não for aprovada.

Em um período de apenas 6 meses a Bolsa de Valores já registrou uma volatilidade acima de 19%. Da mesma forma, mesmo ativos considerados mais conservadorespodem ser influenciados. 

Esse cenário de indefinição deve permanecer até que o panorama das eleições presidenciais seja definido. E, enquanto há incerteza sobre quem comandará o Brasil nos próximos 4 anos, o mercado financeiro reage com grande oscilação.

Ibovespa é um exemplo de como o mercado tem sido instável. Em janeiro de 2018, o índice da Bolsa de Valores de São Paulo subiu 11,14%; quatro meses depois, fechou maio com que de 10,87%. Essa oscilação entre ganhos e perdas não ficou restrita à Bolsa de Valores: o índice de multimercado, IFMM, subiu 2,67% em janeiro de 2018. Já em maio, caiu 1,77%.

Até investimentos de renda fixa, como títulos do tesouro prefixados ou fixados à inflação, estão sujeitos a esse movimento de subida e descida. Isso acontece, grosso modo, porque o preço desses produtos é um reflexo da expectativa da taxa de juros.

Os poucos produtos que não estão expostos à volatilidade causada pela instabilidade política são os ativos de renda fixa pós-fixados, como Tesouro Selic e Fundo DI. Ainda assim, eles são os que têm a menor rentabilidade.

Sobretudo em um período que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantém a Taxa Selic em seu menor nível histórico, a rentabilidade da renda fixa mais conservadora é pouco atrativa para quem busca aumentar seu patrimônio líquido.

COMO SUPERAR A INSTABILIDADE PROVOCADA PELAS ELEIÇÕES?

Diante desse contexto de instabilidade provocado pelas eleições, o que o investidor deve fazer? Na verdade, algumas estratégias podem evitar grandes frustrações, sendo vistas até como uma boa oportunidade. Vejamos, então, quais são elas.

DIVERSIFICAÇÃO E REAVALIAÇÃO DE PERFIL

Com a queda da Taxa Selic e a possibilidade de recuperação econômica desenhada no fim de 2017, muitos investidores destinaram um percentual maior de sua carteira a produtos com maior risco, como a Bolsa de Valores. No entanto, a alta volatilidade levou essas pessoas a conviver com momentos de queda que podem causar grande frustração.

Por isso, o principal caminho a ser seguido neste momento é a diversificação da carteira de investimentos. O investidor deve voltar a analisar a sua carteira e reavaliar o seu perfil, para verificar se as aplicações realizadas correspondem, realmente, àquilo que ele busca em relação a risco e retorno.

Investidores mais arrojados podem se resguardar com opções menos agressivas, enquanto os mais conservadores precisam analisar qual risco será assumido para que sua rentabilidade não deixe a desejar.

ATENÇÃO À LIQUIDEZ

Em momentos de instabilidade, também não é aconselhável fazer investimentos com carências muito longas. Essa estratégia pode causar perdas em longo prazo — sobretudo por conta da possibilidade de voltarmos a conviver com taxas de juros mais altas nos primeiros anos do próximo presidente da República.

Em curto prazo, vale dizer que há uma tendência de que a Taxa Selic siga em níveis baixos. O Relatório Focus — divulgado semanalmente pelo Banco Central do Brasil com as expectativas de mercado para as principais variáveis macroeconômicas — indica que a taxa de juros deve ser mantida até o final de 2018.

Ainda assim, esse cenário não se materializa em longo prazo. O mesmo Relatório Focus aponta a possibilidade de a Taxa Selic se aproximar de 8% em 2019.

Além das diretrizes da política fiscal, e, consequentemente, do resultado das eleições os juros são  influenciados por outros fatores, como a cotação do dólar e as expectativas para a inflação e para o crescimento. Antes de fazer aplicações, portanto, é preciso avaliar bem qual é o melhor caminho a ser seguido. Os números indicam que a grande oscilação do mercado financeiro pode apresentar, além de riscos, boas oportunidades de investimento. Do mesmo modo que há possibilidade de a volatilidade levar a quedas indesejáveis, é possível desfrutar de grandes ganhos.

Em suma, o investidor precisa estar preparado e analisar o tamanho do risco que está disposto a correr. Caso não seja possível acompanhar de perto as movimentações do mercado, o ideal é buscar a assessoria de profissionais.

Gestores independentes têm a expertise necessária para analisar essa relação entre eleições e investimentos e, assim, projetar as possíveis variações de rentabilidade — reagindo rapidamente em momentos de grande instabilidade e enxergando as melhores oportunidades para aplicações.

Enfim, agora que você entendeu um pouco melhor o nosso contexto financeiro, quer investir e entender como identificar as melhores opções no mercado neste momento de instabilidade? Então entre em contato conosco e converse diretamente com um de nossos consultores, para saber qual é a opção mais adequada ao seu perfil!

Fonte: Assessoria



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