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NEGÓCIOS E ECONOMIA

02/10/2018

Portugal tem aumentado sua produção de vinho e seu valor [Portugal]

As empresas com enoturismo são as que têm uma rendibilidade de capitais superiores às restantes do setor vitivinícola.

De acordo com os dados das exportações portuguesas do setor do vinho, divulgados recentemente em Viseu por Carlos Andrade, um responsável do Novo Banco, as empresas com enoturismo são as que têm uma rendibilidade de capitais superiores às restantes do setor vitivinícola.

«Tivemos um crescimento da produção em 2017 e uma expectativa de queda em 2018. É uma estimativa preliminar, mas com impactos diferenciados por região, mas há uma tendência crescente na produção em vinhos com Denominação de Origem Protegida (DOP), o que vai no sentido certo daquilo que o mercado exige, neste momento», apontou o responsável.

O economista adiantou que, em 2017, «houve um crescimento de 03%, em volume, e 5,2% em valor», e no primeiro trimestre de 2018 «há uma ligeira queda em volume, mas um crescimento em valor, portanto, há aqui alguma tendência ascendente no preço médio» do vinho.

De acordo com esta análise feita por Carlos Andrade, o setor do vinho «é um mercado claramente dominado pela distribuição versus restauração» e, em 2017, «a distribuição em termos de volume representava perto de 76% do mercado».

«Em termos médios, as empresas dos vinhos exportam cerca de quatro vezes mais do que as outras empresas nacionais», referiu o economista.

Neste seguimento, Carlos Andrade lembrou que «uma das deficiências maiores que a economia portuguesa tem tido nos últimos anos, embora com alguma recuperação, é a baixa autonomia financeira das empresas» o que não acontece na indústria do vinho, onde «é bastante superior à média das empresas nacionais».

«No entanto, se olharmos para os indicadores de rendibilidade, as empresas do setor do vinho sofrem em relação à média das empresas nacionais, cerca de 60% da rendibilidade dos capitais próprios face à média nacional», apontou.

De modo a combater esta situação, Carlos Andrade defendeu que «uma das soluções passa, claramente, por apostar mais nas exportações», apesar de saber que «é isso que o setor do vinho em Portugal tem procurado fazer» até agora.

Segundo o responsável, «uma estratégia muito importante para conseguir gerar mais valor nestas exportações é o setor do enoturismo: se compararmos que as empresas de enoturismo que são produtores de vinho, mas que têm como atividade secundária, seja o alojamento e restauração, seja o comércio a retalho ou atividades artísticas e culturais, estas empresas são mais exportadoras do que a média das empresas do vinho que não têm estas atividades».

Os dados foram apresentados numa conferência, "O vinho, o Dão e a Beira", que marcou o início da Festa das Vindimas em Viseu, com várias atividades ligadas ao vinho.

Fonte: Revista de Portugal e das Comunidades



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