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MUNDO

20/10/2018

Casa do século XV transformada em enoturismo dedicado ao Alvarinho

Uma casa do século XV, em Monção, reabre séculos depois, no verão de 2019, como unidade de enoturismo e centro de experimentação do vinho Alvarinho, num investimento próximo dos três milhões de euros.

Segundo Anselmo Mendes, o promotor do projeto turístico Casa da Torre - Quinta da Bemposta, começou a ganhar forma em 2016 com a compra dos 62 hectares da propriedade que, em 2008, havia arrendado para produzir a sua casta de «eleição», o Alvarinho.

«Apaixonei-me pela quinta. Encontrei sete diferentes tipos de solos. Para quem é experimentador como eu, tenho um brinquedo ótimo para fazer investigação experimental e perceber o que cada solo imprime ao vinho Alvarinho», afirmou o enólogo, natural de Monção à Agência Lusa.

«Foram precisos dois anos para reconstruir a história da casa e avançar para a sua reconstrução quase fiel. Foram recolhidos dados na Torre do Tombo, nos arquivos municipais e diocesanos", referiu, adiantando que aquela investigação permitiu perceber a razão do abandono prolongado. Em 1702, a herdeira da casa, Maria Cláudia Noronha de Magalhães e Meneses, casou «com um homem muito rico da linha de Avis e foi viver para Lisboa, sem nunca mais voltar».

O projeto turístico, agora «em fase avançada», vai disponibilizar dez suites e um centro de experimentação do Alvarinho, a instalar nas três torres da casa.

Além do alojamento, com abertura prevista para junho de 2019, a produção de Alvarinho que Anselmo Mendes começou a plantar na última década e que ocupa 45 hectares chegou, este ano, às 200 toneladas de uva.

De acordo com o enólogo, dentro de dois anos, e com mais cinco hectares que tenciona plantar, a produção atingirá o meio milhão de quilos de uva.

«É a maior plantação de Alvarinho do Alto Minho e do país. Não há nenhuma propriedade com 50 hectares de plantação contínua desta casta», realçou.

Para já, o Alvarinho da Quinta da Bemposta está a ser canalizado para as marcas que Anselmo Mendes tem no mercado, mas o projeto turístico prevê a criação de um novo rótulo, para um vinho «com identidade e caráter».

Fonte: Revista de Portugal e das Comunidades



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