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NEGÓCIOS E ECONOMIA

18/12/2018

Douro ajudou a abrir o mapa turístico de Portugal e duplicou dormidas [Portugal]

A secretária de Estado do Turismo afirmou que o Douro ajudou a abrir o mapa turístico de Portugal e revelou que, em seis anos, o território duplicou o número de dormidas e quadruplicou os visitantes estrangeiros.

«O Douro é também um exemplo daquilo que tem acontecido em Portugal, da capacidade de abrirmos o mapa turístico de Portugal com base naquilo que o país tem de único, do seu património natural e cultural, da gastronomia e enoturismo», afirmou Ana Mendes Godinho.

O turismo estava, referiu, «centralizado no Litoral» e, nos últimos anos, tem-se dispersado por todo o território.

A governante falava à margem da cerimónia evocativa dos 17 anos da classificação do Alto Douro Vinhateiro (ADV)como Património Mundial da UNESCO que decorreu em Santa Marta de Penaguião, distrito de Vila Real.

A classificação trouxe reconhecimento, visibilidade, mais investimento e turistas ao território.

Ana Mendes Godinho disse, precisamente, que o Douro é «um exemplo de uma região que tem conseguido cada vez mais afirmar-se turisticamente» e referiu que, nos últimos dois anos, foi palco para 28 novos projetos de enoturismo, num investimento de 40 milhões de euros.

A secretária de Estado destacou ainda o número de dormidas nos 19 concelhos que integram a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Douro. De acordo com a responsável, em 2012 foram registadas 189 mil dormidas, das quais 28 mil correspondiam a visitantes estrangeiros. Em 2017, foram contabilizadas 393 mil dormidas e destas 164 mil correspondem a estrangeiros.

«As dormidas turísticas no Douro duplicaram, mas, mais interessante ainda, é que a nível de procura estrangeira, o número quadruplicou. Significa que também estamos a conseguir por o Douro no mapa da procura internacional», salientou.

Para a governante, a marca UNESCO «é poderosíssima».

«As motivações dos turistas são também, cada vez em mais, em função de marcas (...). Aliás, há vários mercados, como por exemplo o mercado chinês, em que um dos seus principais motivos de viagens tem a ver com o património classificado», frisou.

Ana Mendes Godinho referiu, no entanto, que «há ainda muito a fazer» e que «há um espaço enorme para afirmar cada vez mais o Douro», um território onde diz que é preciso ajudar a fixar os jovens.

Fonte: Revista de Portugal e das Comunidades



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