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NEGÓCIOS E ECONOMIA

19/02/2019

Concurso de 90 milhões para aquisição e manutenção de navios da Transtejo [Portugal]

O concurso para aquisição e manutenção de 10 novos navios para a Transtejo, num contrato de 16 anos e de cerca de 90 milhões de euros, foi hoje publicado em Diário da República.

Segundo a portaria, em causa está um investimento de 89,9 milhões de euros, sendo cerca de 57 milhões de euros disponibilizados para a aquisição dos barcos e os restantes 33 milhões para a manutenção.

O plano de renovação da frota da Transtejo, que inclui a compra de dez novos barcos, foi aprovado em 10 de janeiro em Conselho de Ministros, onde ficou definido que o primeiro catamarã deve entrar em circulação a partir do final do próximo ano.

Na altura, o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, disse à agência Lusa que "há um apoio do Programa Operacional de Sustentabilidade no Uso de Recursos (POSEUR), de 15 milhões de euros, e um financiamento do Fundo Ambiental na ordem dos 40 milhões de euros, sendo o restante através do orçamento da Transtejo" para a aquisição de novos meios.

José Mendes adiantou que se prevê a entrega de três navios em 2021 e seis "ao ritmo de dois a cada ano", contando que em 2024 serão entregues dez navios.

A Transtejo é a empresa responsável pelas ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão e Lisboa.

Em janeiro, o presidente da Associação de Municípios de Setúbal, Rui Garcia, saudou a aprovação do plano de renovação da frota da Transtejo anunciado pelo Governo.

Também no mês passado, a Comissão de Utentes do Seixal defendeu, além de mais investimento na Transtejo e na Soflusa, o aluguer de navios a portos europeus para contornar os problemas existentes nas ligações fluviais enquanto não chegam os novos barcos.

Após a aprovação do plano de renovação da frota da Transtejo em Conselho de Ministros, António Freitas, representante da comissão, considerou que, além do investimento, uma hipótese que se poderia colocar seria o aluguer de navios a "algum porto europeu", permitindo "suster a situação durante dois anos, até chegarem os novos barcos".

O secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, assumiu, na altura, os problemas que existem atualmente na travessia do Tejo, sublinhando que "resultam essencialmente de se tratar de uma frota muito velha", com navios com entre 20 e 40 anos.

Em protesto contra a constante supressão de carreiras, em dezembro, dezenas de pessoas invadiram o único navio que estava disponível no cais do Seixal, quando estava avariado o outro que faz a ligação a Lisboa.

A presidente da Transtejo e da Soflusa, Marina Ferreira, explicou então que a ligação fluvial Seixal-Lisboa tinha sido reforçada com um barco desviado de Cacilhas, referindo que as pessoas foram transportadas em segurança.

A responsável reconheceu a falta de navios e de recursos humanos, mas sublinhou que a segurança das pessoas não podia ser colocada em causa.

A Transtejo e a Soflusa (empresa responsável pelas ligações Barreiro-Lisboa e que partilha a administração com a Transtejo) registaram 2.500 reclamações de passageiros em 2018, um ano marcado pela contestação dos utentes, devido a atrasos e supressões.

Segundo uma resposta enviada à Lusa, em janeiro, a frota atual da Transtejo/Soflusa é composta por 25 navios e registou, igualmente até ao dia 19 de dezembro, uma taxa de operacionalidade de 55%.

O número de viagens tem vindo a diminuir desde 2015, ano em que se realizaram 134.603 viagens diárias, contra as 133.573 em 2016 e as 130.971 em 2017.

Fonte: Notícias ao Minuto



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