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NEGÓCIOS E ECONOMIA

02/05/2019

IBGE: Cresce o número de brasileiros que produzem para consumo próprio [Brasil]

RIO  -  (Atualizada às 11h56) - Os brasileiros estão cada vez mais dedicados a produzir bens para o próprio consumo, desde o plantio de alimentos até realizar obras de ampliação da residência. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 13 milhões de pessoas realizaram produção para o próprio consumo em 2018, 2,5 milhões a mais do que em 2016, início da série.

Dados do módulo "Outras Formas de trabalho" da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) mostram que a taxa de realização para o próprio consumo vem crescendo desde 2016, quando estava em 6,3%. Ela passou para 7,3% em 2017 e chegou a 7,7% em 2018.

"Não são necessariamente atividades para subsistência. A pessoa pode ter emprego, ser bem remunerado, e ter uma pequena plantação em sua casa, por hobby até", disse Marina Águas, analista da pesquisa. "Claro que, para subsistência, ter a produção para o próprio consumo, é importante para a parcela pobre da população".

Dos brasileiros que produziam bens para o próprio consumo e de suas famílias, a maioria estava dedicado a atividades de cultivo, pesca, caça e criação de animais (76,7% do total). Essas atividades variam desde o cultivo de pequenas hortas à criação de animais, como porcos, por exemplo.

De acordo com a pesquisa, a segunda atividade mais realizada para o próprio consumo era a chamada produção de carvão, corte ou coleta de lenha, palha ou outro material (14,5%). São itens usados para preparação de alimentos, por exemplo. Construção de prédio e cômodos ou poços são 8% do total.

Essas formas de trabalho para o consumo próprio não são consideradas uma ocupação (emprego) e não são usadas para o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), conforme padrões estatísticos internacionais. Um dos desafios de computar isso no PIB é atribuir um valor para esse tipo de atividade.

Nordeste lidera

Segundo a pesquisa, as famílias da região Nordeste tornaram-se as que mais produzem bens para o próprio consumo, desde pescar e cultivar alimentos até produzir roupas.

Conforme a pesquisa, 10,9% da população de 14 anos ou mais de idade da região Nordeste produziam para o próprio consumo no ano passado, acima do verificado no ano anterior (10,4%). Dessa forma, a taxa de realização da região superou no ano passado a apurada na região Norte (10,2%), cuja proporção ficou menor do que a registrada em 2017 (11,1%).

Indicadores de outras pesquisas do IBGE vêm apontando para uma maior dificuldade da região Nordeste recuperar-se da crise, após anos de injeção de investimentos públicos que induziram o crescimento na região. "É uma região com agricultura familiar grande, mas é difícil dar relação de causalidade com crise", disse Marina Aguas, analista da Pnad Contínua.

A principal atividade para o próprio consumo na região Nordeste é de cultivo, pesca, caça e criação de animais (82% do total). Mas a atividade que os moradores do Nordeste realizam proporcionalmente mais do que as demais regiões do país é a produção para consumo próprio de carvão, coleta de lenha e palha (20,2%), seguida das regiões Norte (16%) e Sudeste (10,4%).

Em geral, o produção para o próprio consumo é maior entre pessoas de idade mais avançada. É também maior entre pessoas com menos escolaridade, o que sugere uma relação maior com subsistência. "Nem sempre, porém, a produção para consumo próprio é subsistência, pode estar ligada a um hobby, por exemplo", acrescentou a pesquisadora.

Fonte: Valor Económico



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