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NEGÓCIOS E ECONOMIA

04/06/2019

Construção. Araconsa segue Mercadona e estreia-se em Portugal [Portugal]

A construtora catalã é um dos principais parceiros da Mercadona Espanha. Mota-Engil ficou com a principal empreitada

A construtora catalã Araconsa estreia-se no mercado português à boleia da Mercadona, um dos seus principais clientes em Espanha.

A companhia, fundada em 1992, com sede em Lérida (Lleida) é responsável pela instalação da loja de Ovar, acrescentando mais uma unidade a uma lista que já conta com mais de uma centena supermercados construídos para a cadeia.

É o primeiro caso em que a Mercadona recorre a uma construtora espanhola sem sucursal em Portugal.

Na primeira vaga de supermercados, constava o braço português da galega Norcontratas (Arcada Prometida) a quem foi entregue o supermercado da Maia. DST (Matosinhos), Retail Concept (Gondomar) e CJR (Gaia) foram as outras construtoras envolvidas.

Contactada pelo Expresso sobre se os planos para o mercado português se resume à Mercadona, a Araconsa não respondeu.

Na apresentação institucional, a construtora cita as regiões da Catalunha, Aragão e Comunidade Valenciana como os mercados naturais de atuação, mas diz que segue projetos também em França e Portugal.

Uma empreitada da Mercadona representará, segundo fontes do setor, entre 2,5 milhões e cinco milhões de euros, dependendo da dimensão e solução arquitetónica.

O maior investimento será no segundo polo comercial em Gaia, adjudicado à Mota-Engil, por incorporar um edifício de escritórios que acolherá os serviços centrais.

ROTATIVIDADE E PREÇO

Quando entrou no mercado português a Mercadona, segundo fontes do sector da construção, procedeu a uma primeira consulta a um conjunto alargada de empresas, a partir de um projeto-tipo para tomar o pulso ao mercado.

Depois convidou um grupo restrito para cada projeto concreto, imperando na escolha o critério preço.

Segundo fontes do mercado, rotatividade é um dos fatores que a equipa da Mercadona segue para ter um leque de experiências mais alargado e avaliar o desempenho de cada um dos empreiteiros que contrata. Contactada pelo Expresso sobre a política e critérios das adjudicações a Mercadona não respondeu.

Na expansão em Portugal, o grupo lida com dois modelos. Na generalidade dos casos é dona dos terrenos e promotor da obra, mas admite ocupar o edifício em regime de aluguer de longa duração, celebrando um contrato com o promotor imobiliário.

MOTA-ENGIL COM O MAIOR PROJETO

Nos 10 supermercados que abrirá até ao fim do ano, não há uma construtora repetida. O leque de parceiros com que lida combina construtoras, como a Retail (Gondomar) ou Cobelba (Porto) vocacionadas para o segmento comercial e fornecedores habituais do grupo Sonae, com construtoras generalistas, como as minhotas DST, CJR, ABB (Braga) ou Costa & Carreira (Barcelos). E agora, surge a gigante Mota-Engil, com o projeto de Gaia.

As obras dos quatro supermercados que abrem em julho terminaram todas em janeiro, deixando uma margem confortável para a fase de instalação de equipamentos e testes de funcionamento que poderão conduzir a eventuais adaptações.

Nada será deixado ao acaso para que a estreia seja perfeita. Com inaugurações seguidas em julho, a Mercadona evita um lapso de tempo demasiado grande entre a primeira e a segunda vaga de aberturas.

Fonte: Expresso



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