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MUNDO

06/08/2019

Paulo André e Adriana Scartaris uniram o design de Portugal e do Brasil no Coletivo 284

É um salão de exposição de mobiliário, é uma galeria de arte, é um espaço para negócios. São 550 metros quadrados em Lisboa, mas só para clientes e seus convidados.

É preciso entrar numa garagem na Rua das Amoreiras, em Lisboa, para descobrir o Coletivo 284. Quem olha para a porta de madeira não imagina que ao atravessá-la entramos num mundo de luxo que fala em português. Num cenário escuro, com longos reposteiros negros, as cadeiras, sofás, mesas, tapetes e peças decorativas destacam-se, debaixo dos holofotes. De dia, aquele pode ser um espaço para reuniões e encontros entre marcas e clientes; ao final da tarde ou à noite, os 550 metros quadrados podem transformar-se num espaço para exposições ou outros eventos.

Paulo André, co-fundador do Coletivo 284, durante muitos anos foi representante de várias marcas de mobiliário, e chegou a uma altura da vida em que decidiu fazer algo diferente. Juntou-se com Adriana Scartaris, designer e “a sócia brasileira”, e criou o colectivo. Ao nome juntou números que são simbólicos – Scartaris é fã de numerologia, diz o sócio português. A saber: o “2” é para Portugal e Brasil, os países de origem dos sócios, mas também das marcas que querem que estejam em exposição, ou dos artistas que por ali podem passar – é uma relação entre os dois países separados pelo Atlântico que os sócios querem potenciar, explica. Segue-se o “8”, o número de criativos que já se juntaram ao projecto, mas também o símbolo do “infinito”, quando se deita o digito. E, por fim o “4” para o número de empresas envolvidas, as dos dois sócios, a Pine uma agência digital e o estúdio de fotografia de Sérgio Rosário. Assim nasceu o Coletivo 284.

O conceito é simples. “Não vendemos produto, só apresentamos. As marcas pagam para estar aqui. Nós apresentamos o produto aos clientes e damos-lhes directamente o contacto das marcas”, explica Paulo André. Inicialmente, no espaço estavam só as empresas que o empresário já representava mas, pouco a pouco, estão a entrar novas. A condição é serem nacionais, de um país ou do outro. Para já ainda há algumas internacionais, mas a ideia é cingir-se apenas às portuguesas e brasileiras. “Temos produtos de gama alta e tem de ser algo novo”, salvaguarda. Por isso, há paredes de cortiça ou jardins verticais, por exemplo.

 

Além do espaço de exposição há um auditório que pode ser usado pelos clientes para fazerem apresentações ou outras actividades; uma sala de mostras com os catálogos de todas as marcas expostas; uma cozinha de apoio a eventos, mas onde se podem fazer provas de vinhos ou workshops – a ideia é anualmente renová-la; e um estúdio fotográfico. Por exemplo, um arquitecto ou um designer de interiores pode reunir com um cliente de uma cadeia hoteleira, de um restaurante ou um fornecedor, no Coletivo 284 para apresentar o seu projecto e mostrar os produtos. “Não atendemos o público”, esclarece Paulo André. O espaço pode ainda ser usado para vernissages e exposições, como se de uma galeria de arte se tratasse. “Fazia falta um espaço destes em Lisboa”, acredita o empresário.

As marcas pagam para usar o espaço e têm o compromisso de mudar as peças periodicamente. Os sócios não ganham qualquer comissão sobre os negócios ali feitos, continua Paulo André. O rendimento vem do uso do espaço de exposição e da sala de amostras. O objectivo é “encurtar a distância entre os criativos e a indústria”, refere. “‘Compartilhar para transformar’ poderia mesmo ser o nosso lema” pois a intenção é que o espaço sirva de plataforma de partilha de contactos, de conceitos e de experiências, conclui. À porta pode ler-se: “Se queres ir rápido vai sozinho. Se queres ir longe vai em grupo.”

Fonte: Público



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