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NEGÓCIOS E ECONOMIA

03/09/2019

Grupo bancário suíço Julius Baer expande-se para Portugal. Mas vai funcionar a partir de Madrid [Portugal]

Grupo de banca privada, dedicado a clientes com maior volume de aplicações financeiras, vai apostar no mercado nacional – que considera estar “em desenvolvimento”. Só que vai fazê-lo a partir do país vizinho. Compromisso é “a longo prazo”

Há um novo grupo bancário a operar para o mercado português. O grupo suíço Julius Baer, especializado na banca privada vai, contudo, trabalhar a partir de Madrid. Conta com um grupo de dez gestores de fortunas, que vieram do concorrente Credit Suisse em Portugal.

Segundo um comunicado publicado no site oficial, a 2 de setembro, um grupo de 10 profissionais portugueses começou a trabalhar na Julius Baer a partir de Madrid “para desenvolver e fazer crescer o mercado português numa base transfronteiriça”. “O Julius Baer prossegue a sua expansão com a contratação de uma equipa de quadros superiores para desenvolver e fazer crescer o mercado português”, intitula a nota de imprensa.

A equipa será liderada por José Maria Cazal-Ribeiro, responsável pelo mercado, e Gonçalo Maleitas Correia, responsável pela equipa. Ambos vieram do Credit Suisse – o Jornal Económico tinha já noticiado que tinha havido uma debandada do grupo da unidade de gestão de fortunas do banco em Portugal e que o destino seria o Julius Baer. Agora, confirma-se.

“A contratação desta ampla equipa de quadros superiores demonstra o nosso compromisso a longo prazo com o crescente mercado português”, indica Carlos Recorder, o responsável pelo mercado da europa ocidental do grupo helvético. “O Julius Baer define Portugal como um mercado em ‘desenvolvimento’ e está empenhado em investir no seu crescimento”, continua a instituição financeira, que, há dias, anunciou o seu compromisso também com o mercado italiano.

O banco está em processo de sucessão. O antigo presidente executivo, Bernhard Hodler, saiu em agosto, para dar lugar a Philipp Rickenbacher. O último lucro apresentado pelo grupo foi de 343 milhões de francos suíços, o equivalente a 315 milhões de euros ao câmbio atual, um decréscimo de 23% face ao semestre homólogo, num período em que está em curso um processo de poupança de custos. Conta com 412 mil milhões de francos suíços, ou 379 mil milhões de euros, em ativos sob gestão.

Fonte: Expresso



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