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MUNDO

15/10/2019

Inhotim anuncia novidades, após queda de visitantes devido a tragédia de Brumadinho

Maior obra já construída de Robert Irwin e instalação de Claudia Andujar estão entre as inaugurações

RIO — Além da tragédia humana e ambiental causada pelo rompimento da barragem de Brumadinho, o desastre vindo da lama de rejeitos de mineração afetou indiretamente um dos mais importantes centros culturais do Brasil: o Instituto Inhotim. O museu chegou a registrar uma queda de 40% na média de público nos primeiros meses após o acidente. Porém, agora o local passa por um momento de retomada e acaba de anunciar novas instalações de arte e paisagismo que serão abertas no dia 9 novembro.

Lá, será inaugurada a maior obra já construída do artista americano Robert Irwin, numa nova área aberta à visitação; haverá um novo jardim, o maior de Inhotim; e será aberta a instalação " Yano-a" , de Gisela Motta, Leandro Lima e Claudia Andujar, além da exposição “Visão Geral”, com artistas contemporâneos brasileiros na Galeria Mata. Ou seja, as novidades vem na larga escala do local, que é considerado o maior museu a céu aberto do mundo.

Apesar do rompimento não ter prejudicado estruturas do instituto e dos acessos estarem normalizados, a diretora executiva de Inhotim, Renata Bittencourt, destaca os impactos na população local e na imagem da região causadas pela acidente, que comoveu o Brasil e o mundo.

— 80% das pessoas que trabalham aqui ( no Insituto ) são de Brumadinho e região, então claro que afeta — disse Bittencourt — Mas, a medida que as pessoas perceberam que os acessos estavam normalizando, viram que visitar Inhotim era, além de tudo, um ato solidário.

Segundo dados de visitação do local, a partir de junho (quando se inicia a alta temporada do local) o número de frequentadores foi voltando a se aproximar das médias mensais históricas após sofrer queda brusca de 40%. Em julho, por exemplo, 49mil pessoas estiveram nos jardins e galerias do museu (contra a média de 51mil de 2015 a 2018).

Novas áreas e obras restauradas

E já partir de novembro, o visitantes vão poder conferir a nova obra permanente de Robert Irwin. Em concreto, aço inox e vidro artesanal, a instalação tem 6,3 metros de altura por 14,6 metros de diâmetro. Ela ficará no ponto mais alto do terreno, próximo ao "Beam Drop", de Chris Burden, em uma área que até então era inacessível aos visitantes.

A novidade paisagística é o jardim "Sombra e água fresca". Criado pelo paisagista Pedro Nehring, ele abriga aproximadamente 700 espécies de plantas espalhadas em 32 mil metros quadrados.

Outra novidade é o trabalho desenvolvido a partir de uma fotografia em preto e branco de uma maloca Yanomâmi incendiada que resultou na instalação " Yano-a" , de Gisela Motta, Leandro Lima e Claudia Andujar (autora da foto feita em 1976).

Já na Galeria Mata, uma das quatro temporárias do Inhotim, a exposição coletiva “Visão Geral” vai apresentar obras de artistas como Alexandre da Cunha, Iran do Espírito Santo, e Marcius Galan.

Além disso, após processos de restauro e conservação, serão reabertas para o público a icônica galeria "True Rouge", de Tunga, além das obras "De lama lâmina", de Matthew Barney, e "Narcissus Garden Inhotim", de Yayoi Kusama.

Para marcar abertura das novidades ao público, no dia 9 de novembro, haverá um show de José Miguel Wisnik, às 15h, próximo à Galeria Mata. A apresentação dá sequência a programação cultural e educativa feita para movimentar Inhotim e Brumadinho que já levou nomes como como Lenine, Pato Fu e Grupo Giramundo, Filarmônica de Minas Gerais e Orquestra Ouro Preto ao local.

 

Fonte: O GLOBO



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