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NEGÓCIOS E ECONOMIA

21/10/2019

Os têxteis portugueses estão no centro do mundo e têm muito para contar - International Textile Manufacturers Federation [Portugal]

Durante 3 dias o Porto é a cidade da moda e já tem uma medalha: está a organizar o maior congresso têxtil de sempre. Veja como tem evoluído a indústria em vendas, emprego e exportações na infografia que preparámos para si.

O Porto vai ser a capital da moda nos próximos três dias, depois de ter batido a concorrência direta de Paris e Barcelona para acolher o ITMF - International Textile Manufacturers Federation, o maior congresso têxtil mundial, de 20 a 22 de outubro. É o momento de evidenciar o trabalho feito pela fileira têxtil nacional , “já vista como um caso de estudo, seguido atentamente a nível internacional”, diz ao Expresso Paulo Vaz, diretor-geral da ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal.

“A forma como conseguimos recuperar de uma crise complexa e de uma morte anunciada deu-nos prestigio e notoriedade. Termos uma fileira concentrada num raio de 80 quilómetros para apresentar facilita a logística das visitas e do negócio. Estar num país na moda, que se tem vindo a impor como destino turístico de eleição, ajudou a atrair ainda mais as atenções e a ter, aqui, o maior congresso de sempre da ITMF, com um recorde de 360 delegados de 30 países para debater o impacto da digitalização e da sustentabilidade do sector”, sublinha.

Esta é terceira vez que empresários e dirigentes associativos da indústria têxtil mundial se juntam no Porto no congresso da ITMF, uma iniciativa lançada em 1907 e que já ancorou na vizinhança do Vale do Ave em 1969 e em 1992. E para a ATP, esta poderá ser a oportunidade de “ajudar a Europa a acreditar que é possível fazer relocalização e reinvestir na indústria produtiva”, apresentando os números dos têxteis nacionais, com quotas de 4% do volume de negócios da Indústria Têxtil e Vestuário Europeia, 8% nas empresas e no emprego do sector e vários recordes na frente exportadora.

Desde 2010, o volume de negócios da fileira cresceu mais de 33%, para os €7,776 mil milhões de euros, puxado pelas exportações que deram um salto superior a 38% no mesmo período, para fecharem 2018 nos €5,3 mil milhões.

Nas vendas ao exterior, os têxteis made in Portugal viveram um longo ciclo de crescimento na última década, mas só agora voltaram a atingir a barreira dos 5 mil milhões de euros que tinham galgado na viragem do século. Já em 2019, a pressão da conjuntura internacional, do Brexit à política protecionista da administração norte-americana, conjugada com uma forte desvalorização da lira turca, parecem indicar uma ligeira quebra no final do ano. Até agosto, a descida é de 1,1%.

No emprego têxtil, Portugal tem o quinto lugar no ranking comunitário, com 138.915 trabalhadores. É mais do que em 2010, está longe dos 191 mil trabalhadores que o sector tinha em 2005, mas na Europa, que neste domínio é liderada pela Roménia, Itália, Polónia e Bulgária, os postos de trabalho da fileira têxtil já caíram 41,6% esta década.

A balança comercial do sector é tradicionalmente positiva, com um saldo superior a mil milhões de euros.

Por subsectores, o vestuário domina, com uma quota superior a 60% das exportações e a campeã de vendas é a t-shirt de algodão, um básico em qualquer guarda-roupa que responde por 12% das exportações.

Espanha, muito por força do grupo Inditex, é o maior cliente da indústria têxtil e do vestuário portuguesa, com uma quota superior a 30% nas exportações, Nos últimos dois anos, as vendas para o país vizinho estão a abrandar (-3,9% em 2018), mas há outros destinos em alta, como Itália (+34,8%). A redução da dependência da Europa, que ainda vale 82% das vendas, é uma das apostas das empresas, que viram as suas exportações extra comunitária crescerem 4,3% no ano passado.

Nos fornecedores, Espanha também lidera, mas os produtores de fora da Europa, como a China, ganham peso.

O país têxtil está concentrado a norte, com um polo mais dedicada às lãs na zona da Serra da Estrela. Mas há mais regiões "especializadas" na fileira, com o Vale do Ave a liderar nos têxteis pesados e nos têxteis-lar, o Vale do Cávado a concentrar-se nas malhas e o Vale do Sousa a destacar-se na confeção.

Feitas as contas, quatro concelhos portugueses respondem por 50% do volume de negócios da fileira têxtil, num ranking comandado por Guimarães, Barcelos e Famalicão, a que se junta Santo Tirso.

 

Fonte: Expresso

 



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