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MUNDO

09/12/2019

Há quatro escolas de negócios portuguesas entre as melhores na Europa

Uma no Porto, três em Lisboa. O ranking da Financial Times, divulgado esta segunda-feira, põe Portugal entre os 95 melhores lugares a nível europeu.

São quatro as escolas superiores portugueses da área de negócios que ocupam lugares entre as 95 melhores na Europa: três delas em Lisboa e uma no Porto. De acordo com o ranking do jornal britânico Financial Times, divulgado esta segunda-feira, é a Nova School of Business and Economics (em Carcavelos) que lidera entre estas, no 30.º lugar, seguida pela Católica Lisbon School of Business & Economics, em 32.º, o ISCTE Business School, em 66.º, e a Porto Business School, em 67.º. A melhor da Europa está em Paris.

Depois de ter ficado a dois lugares da Católica no ranking de 2018, a Nova School of Business and Economics (Nova SBE) é agora a número 1 em Portugal na área de negócios. No ano passado, tinha já alcançado o top 30, depois de em 2017 ter mesmo chegado ao 25.º lugar. A anterior Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa foi fundada em 1979 e é uma das seis faculdades da Universidade Nova de Lisboa. Foca-se sobretudo no ensino das ciências económicas, financeiras e empresariais.

De acordo com o dean da instituição, Daniel Traça, "na origem deste resultado está a aposta da escola no crescimento, inovação e internacionalização nos mestrados e na formação de executivos". "Estamos conscientes do caminho a percorrer para atingir os nossos objetivos, mas acreditamos que a mudança para o novo campus, em Carcavelos, permite esperar ainda mais nos próximos anos", escreve em comunicado enviado às redações.

Em segundo lugar entre o top português, a Católica Lisbon School of Business & Economics foi a primeira escola de negócios no país a entrar para este ranking. De acordo com o Financial Times, a instituição é também a que reúne o corpo docente mais internacional em Portugal. Do total, 40% dos professores são estrangeiros, vindos de países como Alemanha, Itália, Egito, Grécia, França, Colômbia, Brasil, Ucrânia ou Canadá. Mais de metade dos alunos (45%) em mestrados da Católica são também estrangeiros.

Os resultados obtidos "confirmam a excelência e a qualidade do ensino e investigação da nossa Escola, que funciona como rampa de lançamento para um excecional futuro profissional dos nossos alunos", comenta o diretor da escola. Para Filipe Santos, a "prova disso é a confiança do mercado de trabalho nos nossos graduados, que se manifesta em valores de empregabilidade impares de 96% a 3 meses e uma posição no top 10 mundial em progressão em carreiras internacionais", segundo o ranking. A instituição prepara-se para mudar de campus. Filipe Santos lembra, em comunicado, que foi anunciado um investimento num novo local, "um espaço moderno" localizado "no coração de Lisboa".

Já a ISCTE Business School foi a escola portuguesa que mais subiu no ranking - 14 lugares desde 2017 e três desde 2018. Foi à terceira vez em que integrou esta lista a nível europeu que a instituição conseguiu chegar ao pódio das melhores em Portugal, ultrapassando a Porto Business School (apenas um lugar abaixo).

Contudo, no indicador sobre a igualdade de género, a escola do ISCTE ocupa o primeiro lugar em Portugal, segundo o ranking. Ocupa ainda o 7.º lugar ao nível da progressão de salário dos alunos de mestrados em gestão, calculado pela sua evolução no mercado de trabalho desde o momento da graduação até aos três meses seguintes. "Está a conquistar um crescimento notável nos últimos anos sustentado pela qualidade do ensino e da investigação científica, os quais têm dado importantes contributos para o setor financeiro e empresarial, desde logo ao nível de quadros superiores", diz a diretora Maria João Cortinhal.

É a única fora de Lisboa no ranking. Apesar de ter sido ultrapassada pela ISCTE Business School, ficando agora em 4.º lugar entre as portuguesas, a Porto Business School, subiu em três categorias, nomeadamente em Mestrado Executivo em Administração de Negócios (três lugares, para o 55.º) e em Educação Executiva (um lugar, para o 35.º).

De acordo com o dean da instituição, "figurar neste ranking conceituado do Financial Times pelo 11º ano consecutivo premeia sobretudo a qualidade que a oferta formativa tem demonstrado de forma regular". "É, sem dúvida, um fator de motivação para nós, mesmo sabendo que não competimos em algumas categorias por não ter oferta, como é o caso dos Masters [mestrados]", escreve Ramon O"Callaghan, em comunicado.

O ranking do jornal britânico avalia os melhores programas e escolas a nível mundial. A decisão é feita com base em 14 principais indicadores, entre os quais MBA Globais, MBA Executivos, Formação Executiva, Mestrados em Gestão e Faculdade.

Este ano, o topo da lista é ocupado pela HEC Paris, em França, ultrapassando a tradicional rival London Business School, no Reino Unido. Aliás, o Reino Unido é o país que mais vezes surge no ranking - 21 vezes em 95. A seguir a estas surge a DAS Bocconi School of Management.

Fonte: Diário de Notícias



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