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NEGÓCIOS E ECONOMIA

17/12/2019

Novos espaços de coworking compensam falta de escritórios em Lisboa e Porto [Portugal]

Partilhar um espaço de trabalho pode ser a solução para a escassez de escritórios em Lisboa e Porto. Com cada vez menos oferta tradicional disponível no mercado, alguns operadores têm apostado em novos projetos de coworking, um segmento ainda pouco explorado em Portugal, mas com resultados visíveis em dezenas de empresas em todo o mundo.

Segundo um estudo da Cushman & Wakefield, em parceria com a CoreNet Global, a principal associação profissional de imobiliário empresarial, que agrupa os responsáveis pelo imobiliário de multinacionais, dois terços das empresas inquiridas utilizam o coworking nalguma escala - e muitos esperam duplicar o grau de compromisso com este tipo de espaços ao longo dos próximos cinco anos.

Partindo de um inquérito a mais de 550 líderes do setor de imobiliário comercial de todo o mundo – em que foram questionados sobre os prós e contras deste modelo de trabalho -, a consultora afirma que um terço das empresas que usam espaço flexível reportam uma poupança nos custos de ocupação superior a 5%. “Os executivos reconhecem que a integração de espaço flexível na sua estratégia proporciona um valor significativo em termos de atração de talento, ao mesmo tempo que reduz os custos de ocupação ao permitir adaptarem-se às variações constantes no número de colaboradores”, refere a consultora.

Em Portugal, estima-se que este conceito agregue uma oferta total de 130.000 metros quadrados, dos quais 60% concentrados em Lisboa e 13% no Porto. Com um peso residual abaixo dos 2% do parque total de escritórios em ambas as cidades, “tem vindo a colmatar a escassez de oferta de espaços tradicionais de escritórios”. Por outro lado, refere o estudo, está a dar resposta a um novo tipo de procura, cujo enfoque está na flexibilização do local de trabalho.

Atualmente há vários operadores já instalados, em processo de expansão. É o caso da GoldenHub, da IDEA Spaces e da SecondHome. Outros vão inaugurar os seus primeiros projetos, como é o caso da Spaces (grupo IWG), Heden, Wood e Factory. Esta última irá instalar a Factory Lisbon num projeto de 12.000 metros quadrados em construção no Hub Criativo do Beato, tendo já assegurado uma ocupação parcial pela Mercedes-Benz.io, o hub de inovação digital da marca automóvel alemã.

Fonte: Expresso 



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