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NEGÓCIOS E ECONOMIA

17/12/2019

É Natal. Os portugueses gastam mais 15% quando vão às compras [Portugal]

O Natal continua a ser o campeão de vendas nos Bens de Grande Consumo (BCG). "As fortes promoções (51%), o maior gasto por visita (+15%) e a tradição associada ao Natal fazem deste período o mais importante" diz o último estudo da Nielsen sobre "o carrinho de compras" dos portugueses.

Feitas as contas, a consultora conclui que "a importância do Natal é conduzida por um aumento do valor gasto por ato de compra (+15%) e não pelo número de visitas às lojas , que se mantém estável relativamente ao resto do ano".

Mas a puxar pelo consumo, dezembro continua a registar mais promoções do que o resto do ano. A concentração traduz-se, aqui, numa taxa de 51%, contra os 47% do resto do ano. E os lares com "mais expressão no consumo natalício" correspondem a um perfil mais sénior, já sem filhos a cargo, que serão, também, "os que acolherão as respetivas famílias na celebração do Natal",

Quanto ao peso da tradição, até nos artigos com picos de sazonalidade nesta época do ano, tudo continua a ser como era: os bombons mantém o pódio, concentrando 61% das vendas totais nesta época, e, em 2018, as caixas de bombons alusivas à quadra natalícia e à ideia de presente representaram 90% das vendas totais de bombons. Nas figuras de chocolate, 41% do consumo está, também, concentrado à volta do natal.

No top 5 da sazonalidade, surgem ainda as águas de colónia, com uma quota de vendas de 29% associada ao Natal, os licores (28%) e as bolachas sortidas (27%). O vinho espumante surge no top 15 na sétima posição, com 24% das suas vendas nesta quadra, enquanto o vinho do Porto, um pouco menos sazonal, surge na 9ª posição, com 22%.

Já o bacalhau, outra estrela de Natal, mas presente na mesa dos portuguesas durante todo o ano, aparece em 15º lugar no top de vendas, com uma quota natalícia de 18% na forma de bacalhau seco, igual à dos perfumes de bebé, um ponto abaixo da aguardente. do wisky e do perfume.

Visto à lupa, o consumo do bacalhau revela, também diferenças nos perfis de consumo dos portugueses associados a diferentes estilos de vida, níveis de rendimento e contextos geográficos. Assim, nas principais zonas metropolitanas do país (Lisboa e Porto), entre os consumidores de classes sociais mais elevadas e em lares com crianças, ganha a versão congelada do bacalhau. Já em zonas rurais do pais, lares mais seniores e consumidores de classes sociais mais baixas, o domínio continua a ser do velho bacalhau seco.

O final do ano, logo a seguir, aparece dominado pelo marisco fresco e vinho espumante, a par de outras bebidas alcoólicas, bolos, patés, tostas e frutos secos, acrescenta o trabalho.

"As duas celebrações que marcam o final do ano continuam a ter uma considerável importância e o esforço demonstrado para ter momentos de convívio ajuda a impulsionar os gastos de consumo que verificamos no mercado durante este período", comenta Marta Teotónio Pereira, consultora da Nielsen, referindo que dezembro continua, assim, a ser um mês de ganhos significativos para marcas e retalhistas" e um dos "momentos-chave para o consumo no ano e que mais contribui para os resultados anuais de vendas no mercado nacional".

Para encher o carrinho, diz a Nielsen, os portugueses "continuam a comprar nos hipermercados e supermercados muitos dos seus presentes de Natal relacionados com as categorias alimentares, de bebidas e toillete".

Fonte: Expresso 



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