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NEGÓCIOS E ECONOMIA

17/12/2019

Diáspora portuguesa constitui um poderoso instrumento de afirmação internacional de Portugal [Portugal]

No IV Encontro dos Investidores da Diáspora, que decorreu este fim de semana em Viseu, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, reafirmou que a Diáspora portuguesa “constitui um poderoso instrumento de afirmação internacional de Portugal” e de desenvolvimento do tecido económico e empresarial do país e dos seus territórios.

Foi no encontro, perante «a perceção clara da importância estratégica do empreendedorismo das comunidades portuguesas», que foi lançado o “Programa Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora”, com Santos Silva a destacar a expressão económica da Diáspora Portuguesa e do seu duplo potencial de captação de investimento no nosso país e de plataforma de apoio à sua internacionalização.

O novo programa, que fica sob a tutela partilhada do MNE, através da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, e do Ministério da Coesão Territorial, através da Secretaria de Estado da Valorização do Interior, tem como objetivo valorizar e potenciar «este ativo estratégico», através de um enquadramento integrado e multidisciplinar «que o apoie e concretize nos territórios», adiantou o Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, destacou a importância desta nova medida de apoio ao investimento da Diáspora, «enquanto instrumento de promoção da coesão territorial, atenuação das assimetrias territoriais, aprofundamento das relações entre emigrantes e lusodescendentes e a sua comunidade de origem e reforço do sentimento de pertença a um desígnio comum».

Entre as novas medidas de «facilitação» apresentadas no IV Encontro, foram  citadas linhas de apoio financeiro direcionadas ao investimento da Diáspora, disponibilizadas pelos Programas Operacionais Regionais, geridos pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, com Avisos dedicados e em contínuo, dotação financeira dedicada aos territórios de baixa densidade, majoração das taxas de apoio para esses territórios, e aposta na inovação empresarial e na qualificação dos recursos humanos.

O anterior secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, destacou o eixo estratégico, fundamental, que representam as comunidades portuguesas no mundo para a política externa do nosso país, «comparável mesmo, em peso e relevância, a outras dimensões da soberania dos Estados», salientando a importância da geopolítica da Diáspora em articulação com a política internacional.

Este Encontro, que decorreu entre 12 e 14 de dezembro, no Pavilhão Multiusos de Viseu, reuniu mais de 500 participantes, incluindo membros do Governo, Deputados à Assembleia da República, autarcas, responsáveis de entidades públicas, representantes de empresas, de câmaras de comércio e do associativismo das comunidades portuguesas.

«Fundamental foi a presença de muitos empresários portugueses e lusodescendentes, provenientes quer da diáspora portuguesa, designadamente de 26 países dos continentes, quer do território nacional, em particular da região de Viseu Dão Lafões», refere a organização.

Esta iniciativa foi promovida pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, através do Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora, em parceria com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e a Comunidade Intermunicipal de Viseu Dão Lafões, com o apoio da Câmara Municipal de Viseu e do Turismo do Centro de Portugal.

Fonte: Revista PORTCOM



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