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NEGÓCIOS E ECONOMIA

13/01/2020

Investidores imobiliários já elegeram uma prioridade para este ano: residências para estudantes [Portugal]

Em 2020, os investidores imobiliários europeus vão concentrar as suas atenções em temas como infraestruturas, acessibilidade, sustentabilidade, reutilização e espaço como um serviço. Ou seja, “a redução de oportunidades pelo crescimento orgânico das rendas e a antecipada compressão das yields (taxas de rentabilidade) em todo o cenário imobiliário europeu são as principais razões que irão motivar a procura por ativos geradores de rendimento”.

Esta é uma das conclusões do mais recente estudo da consultora Savills, que aponta novas direcções para o mercado imobiliário português, com as residências universitárias e escritórios como principais investimentos. “Estamos a assistir a um número crescente de investidores a centrarem as suas estratégias de investimento europeu no setor residencial e segmentos alternativos”, refere Eri Mitsostergiou, diretora da SavillsEuropean Research.

Há vários projetos em desenvolvimento em diferentes pontos do país. O grupo U.hub, por exemplo, tem diferentes infraestruturas em desenvolvimento, em Lisboa e no Porto. Com a parceria estratégica recentemente assinada com os belgas da Xior - empresa de referência no mercado do alojamento universitário europeu -, que prevê um investimento faseado de €130 milhões, a empresa de capitais portugueses vai alargar o seu portefólio: além duas unidades em operação, estão já quatro projetos em desenvolvimento, que totalizam 1800 novas camas, em Lisboa e Porto, e prevê-se novos investimentos a curto prazo.

Estima-se que cheguem ao mercado nos próximos três anos cerca de 10 mil novas camas, de acordo com um estudo de 2019, “European Student Accommodation Guide”, publicado pela consultora imobiliária Cushman & Wakefield.

Segundo Alexandra Gomes Portugal, SeniorAnalyst do Departamento de Research da Savills Portugal, “a realidade europeia tem um paralelo perfeito em Portugal”. “No ano 2019 já começámos a verificar de forma mais consistente um aumento do interesse e da procura por segmentos alternativos, como é o caso de projetos direcionados para Residências de Estudantes. Não obstante, o segmento de escritórios continuará a ser um setor chave para investidores core, a par de projetos de Development”.

Sustentabilidade e ecologia

A consultora Savills refere que, em 2020, “os investidores terão que partilhar as suas políticas sobre a integração dos riscos de sustentabilidade nas suas decisões de investimento”.”Com edifícios responsáveis por mais de um terço do consumo de energia global e 40% de emissões totais de CO2, a realidade é estabelecer uma correlação direta entre o baixo risco de ESG (fatores ambientais, sociais e de governança) e melhores rendimentos continuará a ser um desafio”, refere o comunicado .

No entanto, e a longo prazo, a Savills espera que as classes de ativos residenciais, como o alojamento acessível e Senior Living, os setores de saúde e educação, beneficiem das políticas ESG, dado que a sua natureza intrínseca identifica-se mais “à prova de ESG” do que outras. “Devido à necessidade urgente de mais alojamento acessível nas cidades europeias, o reposicionamento de ativos obsoletos ou geradores de rendimentos insatisfatórios tem-se tornado e continuará a ser uma alternativa viável e lucrativa para os investidores”, conclui a nota da Savills.

Fonte: Expresso

 

 



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