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NEGÓCIOS E ECONOMIA

20/01/2020

Novas “caixas” self-service aceitam moedas e pagam cheques [Portugal]

Os clientes do BCP e do BPI já podem, num número signi fi cativo de agências, realizar várias operações bancárias de forma autónoma e gratuita, sem passar pelo serviço de “caixa”. O Santander também se vai juntar a este grupo nos próximos meses, possivelmente até ao fi nal do primeiro trimestre, segundo fonte o fi cial da instituição. O serviço deverá estender-se rapidamente a outros bancos, pela capacidade que tem de libertar funcionários dessas funções.

Os novos equipamentos permitem realizar depósitos de dinheiro, até 10 mil euros no BPI e sem limite no BCP, com a novidade, face aos mais antigos, de os valores fi carem imediatamente disponíveis nas contas. É possível depositar cheques, aqui também com a possibilidade de o valor fi car logo disponível na conta, quando se trata de cheque da instituição, e, cumprindo essa condição, o cheque pode ser pago praticamente na hora, depois de conferida a sua “cobertura”.

Actualmente, apenas as novas Millennium Teller Machine (MTS), do BCP, já instaladas em 70 agências e que deverão totalizar 130 no fi nal do corrente ano, asseguram a compensação de cheques. Mas apenas, neste caso, para cheques da instituição e até três mil euros. A cobertura é con fi rmada na hora, ou através de canal remoto (linha telefónica automática), quando a operação é feita fora do horário de funcionamento das agências.

O BPI vai à frente no número de caixas self-service já instaladas, que totalizam 152, uma delas no balcão móvel. Apesar de integrarem a funcionalidade de “compensação descentralizada de cheques”, esta opção vai entrar “em piloto nos Açores durante o primeiro trimestre, estando previsto o alargamento a toda a rede no segundo semestre de 2020”, adiantou ao PÚBLICO fonte o fi cial.

Mas há mais novidades. As novas caixas automáticas ainda permitem depositar e levantar moedas, com contagem automática, sem necessidade de separação por valor, e sem qualquer custo, uma vantagem face aos entraves e aos custos que os bancos colocam quando são realizadas aos balcões, nomeadamente a exigência de depósito de moedas (não asseguram troca por notas), com custos na generalidade dos bancos. A disponibilização de moedas, importante para algumas actividades empresariais, não é cobrada pelos bancos, mas obriga, em muitas agências, à sua requisição antecipada. A prática dos bancos contraria uma recomendação do Banco de Portugal que, na carta-circular n.º36, de 2008, diz que o serviço de “troco” (por outras notas ou moedas) ou de “destroco” (moedas por notas) tem de ser “gratuito” e assegurado a clientes e a não clientes.

As MTS do BCP são as mais “amigas” de quem precisa de depositar ou levantar moedas, já que o limite diário para qualquer uma das operações é de três mil euros (cem moedas de cada vez), dependendo da disponibilidade das máquinas. No caso das self-service do BPI, este tipo de operações está limitado a 20 euros por operação até 60 euros por dia.

Desenvolvidos em associação com empresas tecnológicas, os novos “caixas”, que fazem contagem automática de numerário, sem necessidade de separação por valor, só podem ser usados pelos clientes de cada instituição, e o acesso pode ser feito através de cartões bancários ou de credenciais do homebanking, a pensar nos clientes cada vez mais digitais.

Instaladas nas agências, as novas soluções tecnológicas permitem, como já está a acontecer no caso do BPI, reduções dos horários dos serviços de “caixa” (que em alguns balcões de menor movimento passam a estar abertos apenas algumas horas).

Fonte: Publico



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