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MUNDO

21/01/2020

Zeca Baleiro prepara novo álbum com 'Canções d'Além-mar' de portugueses

O músico brasileiro Zeca Baleiro tem previsto para março o início da gravação de um novo álbum, 'Canções d'Além-mar', com composições de autores portugueses, antecedendo uma digressão em Portugal, disse o músico à agência Lusa.

A decisão resulta de sucessivas aproximações do músico brasileiro às composições de músicos portugueses, e o primeiro 'single' deste projeto, 'Às Vezes o Amor', um original de Sergio Godinho, está já disponível nas plataformas digitais.

"Sou um grande fã da música feita em Portugal e, ao longo dos anos, me aproximei mais e mais desse universo. Há pelo menos 15 anos [que tenho] o projeto de fazer esse disco. Chegou a hora, enfim", disse Zeca Baleiro à Lusa, a partir do Brasil.

"'Canções d'Além-mar' é uma declaração de amor à música feita em Portugal, com ênfase na produção das últimas décadas. É parcial como todo o tributo. Não é uma antologia, mas um recorte afetivo do cancioneiro português feito por um músico brasileiro, uma homenagem sincera e apaixonada", declarou o músico brasileiro.

O interesse de Baleiro pela música portuguesa despertou na década de 1980, quando lhe ofereceram uma cassete, com algumas canções gravadas.

"Uma amiga, Laurinda - por feliz coincidência, o nome de uma linda canção lusitana -, fez uma cassete com canções de Fausto, Vitorino, Sérgio Godinho e José Afonso", recorda Zeca Baleiro, evocando o nome da canção popularizada por Vitorino.

"Tempos depois, no início dos anos 1990, Hiro, amigo designer gráfico que viria a criar a capa do meu primeiro disco, trouxe de Portugal [para o Brasil] o CD 'Viagens', de Pedro Abrunhosa e os Bandemónio. Foi assim que a música mais contemporânea produzida na terra de Amália Rodrigues chegou aos meus ouvidos", prosseguiu o músico, na entrevista à Lusa.

Para o intérprete de 'Telegrama', as expressões musicais portuguesa e brasileira "têm pontos de contacto óbvios".

"Em geral são muito diferentes", adverte, esclarecendo, que, "harmonicamente, por exemplo, a música brasileira bebeu muito no jazz, via bossa nova".

"Já a portuguesa, buscou soluções harmónicas muito específicas, ainda que bebendo de outras fontes como a própria música brasileira, o rock e o blues. Isso a torna um caso muito particular no cenário da música internacional", acrescentou.

Assim, através destes autores, Zeca Baleiro foi-se aproximando do que, musicalmente, se fazia em Portugal.

Em 1998, um ano depois de lançar o seu CD de estreia, 'Por Onde Andará Stephen Fry?', participou no projeto "Navegar é Preciso", em São Paulo, no Brasil, série de concertos que tomava para nome o verso de Fernando Pessoa.

"A proposta era promover encontros entre artistas brasileiros e portugueses, e fui escalado para dividir a noite com, vejam só... Pedro Abrunhosa", lembrou.

A partir de 1999, quando apresentou o seu segundo disco, 'Vô Imbolá', atuou várias vezes em Portugal.

"A cada viagem, voltava carregado de CD portugueses (e africanos também, mas aí já é assunto para outra história), buscando enriquecer meu repertório e tomando contacto com artistas de vários matizes musicais - canção tradicional, rap, rock, fado, música experimental, música pimba, etc.. Alguns desses álbuns e algumas dessas canções trazidos d'além-mar passaram a fazer parte da minha discoteca afetiva, de tal modo que passei a contagiar amigos e familiares com esse repertório", disse à Lusa.

Fonte: Notícias ao Minuto



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