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NEGÓCIOS E ECONOMIA

12/02/2020

Novo crédito para compra de casa atinge recorde de mais de uma década [Portugal]

Os empréstimos às famílias portuguesas, para compra de casa e de bens ou serviços, registaram níveis recordes no último ano. Os dados de Dezembro, divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal, reforçaram esse ritmo, especialmente no crédito à habitação, segmento em que os novos empréstimos totalizam 1117 milhões de euros, um recorde mensal desde a crise financeira internacional iniciada em 2008.

À semelhança dos últimos anos, a taxa de juro média manteve a tendência de descida ao longo de 2019, tendo-se fixado em 1,10% em Dezembro, ligeiramente acima dos 1,05% de Novembro, mas bem abaixo dos 1,41% registados em período homólogo, ou seja, em Dezembro de 2018.

As taxas praticadas em Portugal estão abaixo da média praticada na zona euro, que se fixou em 1,42% em Dezembro.

No acumulado do ano, as novas operações de crédito à habitação, ascenderam a 10,6 mil milhões de euros, um recorde anual de mais de uma década.

stock total de empréstimos para compra de habitação fechou o ano em 93.290 milhões de euros, acima dos 93.015 milhões de euros de Dezembro de 2018. Esta evolução acontece numa altura em que as amortizações de crédito antigo estão a acontecer a um ritmo mais acelerado, por causa das taxas de juro em valores negativos.

O crédito ao consumo também acelerou em 2019, o que levou o Banco de Portugal a criar novos travões, para proteger os bancos e as famílias.

No acumulado do ano, os bancos concederam cerca de 7,5 mil milhões de euros de novo crédito ao consumo e para outros fins (saúde, educação e outros), representando máximos históricos.

Neste segmento, as taxas de juro médias também têm vindo a cair, fixando-se em Dezembro nos 6,58%, praticamente igual aos 6,77% registados em período homólogo do ano anterior.

Face à media das taxas na zona euro, os valores cobrados aos consumidores portugueses ficam 100 pontos base acima. A taxa de juro média destes empréstimos fixou-se em Novembro (ultimo mês disponível) nos 5,58%.

Em sentido inverso ao dos particulares, o crédito às empresas continuou a diminuir. O stock de crédito neste segmento somava perto de 67.123 milhões de euros, ficando aquém dos 68.153 milhões de euros do mês anterior e dos 69.590 milhões de euros de Dezembro de 2018.

O aumento acelerado de crédito ao consumo concedido pelos bancos aos particulares levou o Banco de Portugal (BdP) a tomar novas medidas para evitar problemas futuros para o sistema bancário e para os clientes. Assim, um ano e meio depois de ter avançado com a medida macroprudencial para o crédito, o supervisor acaba de decidir introduzir novos limites, como a redução do prazo máximo dos novos empréstimos de crédito pessoal, que passa de 10 para sete anos, a partir de 1 de Abril.

Fonte: Publico



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