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12/02/2020

IA na comunicação online com deficientes visuais/auditivos [Plusoft]

Que a tecnologia é imprescindível para a vida moderna, nós já sabemos. Só que ela pode ir muito além e trabalhar como aliada na inclusão de pessoas com algum tipo de deficiência, como visuais e auditivas. Segundo o IBGE, temos no Brasil mais de 46 milhões de pessoas portadoras de necessidades especiais, o que representa 23,9% de toda a população.

Se este número é expressivo, vale a pena entrarmos nos detalhes: desses quase 50 milhões, 48% tem alguma dificuldade visual – incluindo 6 milhões de pessoas com baixa visão e 8 milhões são daltônicos – e, entre os 17% de pessoas com deficiência auditiva, 80% não entende a própria língua nativa escrita, já que são alfabetizados apenas na linguagem dos sinais. Então, como atender esses brasileiros?

Como a Inteligência Artificial pode fazer diferença

O dia a dia de uma pessoa com deficiência pode ser muito mais tranquilo se as empresas realmente investirem mais em IA nas suas comunicações. O motivo é simples: com esse tipo de ferramenta, é possível criar aplicativos e Assistentes Virtuais Inteligentes (AVIs) que entendam todas as necessidades da pessoa.

Por exemplo: alguém com baixa visão poderá ler artigos, notícias, ou até mesmo navegar nas redes sociais com muito mais naturalidade. Os recursos de IA e análise de imagem são capazes de auxiliar todo tipo de leitura de textos, além de reconhecer objetos, vídeos, entre outros.

AU-TO-NO-MIA. É o principal benefício conquistado pelo usuário com deficiência quando tem ao seu alcance tecnologias de interação que lhes dá acesso a uma vida com qualidade. O uso da inteligência artificial permite ao usuário identificar o que está a sua volta e, melhor, interagir com qualquer outra pessoa ou serviço sem precisar de ajuda.

E quando falamos nessas situações, “isso” envolve de tudo: desde ler as placas da rua, ler o cardápio de um restaurante ou até algumas ações mais complexas, como a leitura de livros, documentos, bulas de remédio, entre outros.

Como funciona na prática

Para desenvolver ferramentas que sirvam de grande apoio na vida de pessoas com dificuldades visuais e auditivas é preciso muito aprendizado de máquina. Quanto mais dados e algoritmos ela tiver para analisar, mais próxima da realidade dessas pessoas ela fica e mais eficaz é a sua atuação na rotina desses usuários.

Então, digamos que uma vez com as informações armazenadas e passadas por uma curadoria e desenvolvimento, a IA consegue ajudar de múltiplas formas, principalmente trazendo mais facilidade, rapidez e menos burocracias para alguém que não consegue ouvir ou enxergar direito, por exemplo.

Imagine que ir até o cartório e solicitar um documento será muito mais tranquilo, visto que com a IA ela poderá checar se o documento que a pessoa acaba de receber realmente tem todas as informações pedidas. Ou, assistir a um filme em outra língua tendo com a IA ativada para traduzir automaticamente tudo o que estiver sendo dito, e muitas outras atividades.

Tecnologias disponíveis no Brasil

Agora, e para uma pessoa que é surda-muda, ou apenas um ou outro? Tem um caso interessante da Microsoft, aqui mesmo no Brasil, que é o app Tradutor. Ele, que é baseado em IA, usa uma forma bem avançada de reconhecimento de voz para converter instantaneamente a linguagem falada (o que inclui a gaguejada) para um texto pontuado e fluente.

Uma das vantagens desse aplicativo é que ele pode ser instalado em qualquer smartphone. Além disso, é capaz de traduzir voz para texto, e vice-versa, em mais de 15 idiomas diferentes. E expandindo o tópico inclusão para o ambiente de trabalho, esse mesmo aplicativo pode ser usado também no PowerPoint.

Quando o assunto é dar acesso a cada vez mais pessoas, o Governo Federal aprovou uma lei (PL 535/15) que torna obrigatório as instituições públicas (o que inclui bancos, serviços de energia elétrica etc.) a contarem com profissionais que se comunicam em Libras, a linguagem de sinais. A notícia boa é que a lei foi levada a sério e já é uma realidade nos quatro cantos do país.

Aliás, falar em Libras é também reforçar a necessidade da acessibilidade, de dar acesso. Hoje, por exemplo, diversos locais de ensino oferecem cursos gratuitos da linguagem de sinais. Aplicativos também são muito comuns para que qualquer um de nós possa aprender e se comunicar sem fronteiras com quem não ouve e nem fala.

Apoiamos esse tipo de comunicação, começando dentro de casa

E se o mundo se volta finalmente para a acessibilidade na comunicação, também fizemos questão de ir além e desenvolver soluções aqui mesmo, dentro de casa, para esse público.

A Virtual Interactions, nosso braço em Inteligência Artificial com foco no relacionamento com cliente, tem serviços que são pensados exatamente para pessoas com algum tipo de deficiência, oferecendo ferramentas que têm tradução em Libras com expressões faciais; acessibilidade para daltônicos, zoom, alto contraste, cores invertidas, negrito e ainda a vocalização de textos. 

FontePlusoft 



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