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NEGÓCIOS E ECONOMIA

09/03/2020

Mercado de nuvem cresceu 30% no Brasil durante 2019 [Brasil]

Transformação digital impulsiona o crescimento do mercado, beneficiando provedores de serviços gerenciados em nuvem no Brasil

A forte demanda contínua por transformação digital está estabelecendo contratos globais para produtos e serviços de nuvem, incluindo infraestrutura como serviço (IaaS) e plataforma como serviço (PaaS). Por conta desse movimento, as empresas líderes no mercado de nuvem de serviços gerenciados cresceram mais de 30% no Brasil nos últimos anos. 

Essa é a análise do relatório ISG Index™, que rastreia contratos comerciais globais. De acordo com o documento, US$ 6,5 bilhões em valor de contrato anual (ACV) nas Américas foram registrados no segundo trimestre de 2019, um aumento de 6% em relação ao ano anterior. Esses números incluem o fornecimento em nuvem tradicional e como serviço, ultrapassando 55% do ACV do mercado combinado. 

Pedro L. Bicudo Maschio, analista e autor da pesquisa do ISG, explica que, nesse crescimento, as empresas que se destacam têm uma vantagem competitiva e cita como exemplo, Natura e Magazine Luiza, que apostam na inovação. 

"A nuvem fornece disponibilidade e acesso essencial para a mobilidade. Juntamente com a nuvem, as empresas recebem uma variedade de conectividade, em banda, velocidade e qualidade, que custaria infinitamente mais caro para um data center comum”, explica o especialista.

“[...] o mercado de nuvens no futuro terá o mesmo tamanho do mercado de hardware atual, ou seja, R $ 27 bilhões, ou 27 vezes o que atualmente existe no Brasil ". 

O relatório ISG Provider Lens™ 2019 Public Cloud, que também aborda o mercado, apontou outro dado interessante: o crescimento de serviços de nuvem em empresas brasileiras de médio porte, que passaram a liderar uma parte importante desse mercado. 

“Os provedores de serviços que se concentram no mercado intermediário estão crescendo mais rapidamente do que aqueles que negociam com grandes contas. Agora, há um interesse crescente em mudar tudo para a nuvem, um cenário mais fácil para uma empresa de médio porte do que para uma grande empresa ", menciona a pesquisa. 

De acordo com Rafael Marangoni, CEO da BRLink, as empresas médias têm, em geral, um modelo de contratação mais ágil e menos burocrático do que as grandes empresas, o que torna a adoção e experimentação de novas tecnologias mais rápida. 

“Temos observado também um movimento crescente neste tamanho de clientes da adoção de metodologias ágeis de gestão de projetos, o que favorece a criação de MVPs e provas de conceito”.

Fonte: Computer World



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