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NEGÓCIOS E ECONOMIA

01/06/2020

Portugal é um dos países da Europa que mais investe no “open banking” [Portugal]

Investimento de Portugal na banca aberta – que permite a bancos e outras instituições financeiras partilharem dados de clientes bancários – subiu 70% em relação a 2019. Na Europa esse aumento terá rondado os 20% ou 29%, conclui um estudo da plataforma de open banking Tink

O investimento de Portugal na banca aberta, que permite a bancos e instituições financeiras partilharem dados de clientes bancários (e desenvolverem serviços financeiros), aumentou 70% em relação ao ano passado. Isto pelo menos de acordo com a resposta de 70% dos inquiridos portugueses, num estudo divulgado esta quarta-feira pela plataforma de open banking sueca Tink, que revelam ainda orçamentos médios de investimento em open banking superiores a 100 milhões de euros.

O crescimento é superior à média europeia, com dois terços das instituições financeiras a afirmar que os orçamentos em open banking cresceram entre 20% e 29% face a 2019. De acordo com o estudo, os orçamentos médios de investimento em banca aberta por parte das instituições financeiras europeias oscilam tipicamente entre 50 e 100 milhões de euros – com quase metade (45%) das instituições inquiridas a revelarem investimentos superiores a 100 milhões de euros.

A oportunidade de melhorar a experiência do cliente foi a razão principal destes investimentos na banca aberta em Portugal e na Europa. Mas existem também outros motivos, como a modernização tecnológica e a otimização de processos.

Apesar dos números, existem barreiras a estes investimentos. Em Portugal, o principal motivo para não investir na banca aberta está relacionado com “a falta de sentido de urgência”, pelo menos para 65% dos inquiridos.

Um em cada três entrevistados aponta os sistemas tecnológicos antiquados como os principais inibidores do investimento. Mas há também quem tenha outras prioridades de negócio (32%) ou quem acredite que as restrições regulatórias sufocam o investimento (31%).

Outro dos elementos analisados no estudo está relacionado com o retorno do investimento no open banking. Metade das instituições europeias inquiridas projetam um retorno do investimento em menos de quatro anos (número que sobe para 60% das instituições em Portugal) e mais de dois terços esperam que os benefícios superem os custos em menos de cinco.

O crescimento das receitas de novos clientes, por causa do open banking, foi a métrica considerada mais relevante para 44% das instituições europeias e 55% das portuguesas. Seguem-se o crescimento de receitas com novos produtos e serviços e a monetização da informação, ao oferecer serviços de programação ou APIs.

Recorde-se que no início do ano a Tink fechou uma ronda de investimento de 90 milhões de euros, liderada pelo fundo britânico Dawn Capital e pelos norte-americanos HMI Capital e Insight Partners. Na altura, a fintech sueca garantiu também que, no final do primeiro trimestre, iria abrir o primeiro escritório no país, em Lisboa.

Ao Expresso, a empresa diz que abriu um escritório em Lisboa em fevereiro, no Fintech House, mudando-se depois para o espaço de cowork Spaces, no Marquês de Pombal. Apenas uma pessoa trabalha permanentemente em Portugal, apoiada pela equipa de cinco pessoas para o mercado ibérico.

Em Portugal, a Tink já integra dados de 21 instituições financeiras que cobrem 90% dos utilizadores bancários do país – entre as quais o Santander, o Montepio, o BPI, o Novo Banco, o BCP, a Cofidis e a Revolut.

Fonte: Expresso

 

 



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