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NEGÓCIOS E ECONOMIA

22/06/2020

Empresas interessadas no projeto do hidrogénio em Portugal têm um mês para se candidatar [Portugal]

Governo abriu período de um mês para manifestações de interesse em integrar o "cluster" português do hidrogénio baseado em fontes renováveis, como a energia solar, de forma a criar um consórcio com atividades de investigação, inovação e industrialização, que possam ser financiadas por fundos comunitários

O Governo acaba de abrir um período de candidaturas para que empresas ou outras entidades com projetos na área do hidrogénio possam formalizar o seu interesse em integrar o "cluster" que será lançado em Portugal e que, em consórcio, procurará angariar apoios comunitários para viabilizar financeiramente os investimentos.

O período de candidaturas terminará a 17 de julho, prevendo o Governo avaliar os projetos que venham a ser apresentados num prazo adicional de 10 dias.

O projeto português do hidrogénio verde (produção de hidrogénio a partir da eletrólise da água com recurso a eletricidade gerada a partir de centrais solares ou parques eólicos) prevê a construção de uma capacidade de 1 gigawatt (GW) até 2030, a instalar em Sines de forma faseada ao longo da década, com os primeiros eletrolisadores a ser instalados em 2022.

O Governo considera que o projeto poderá envolver uma cadeia de fornecedores e prestadores de serviços e de investigação e desenvolvimento que pode ser incluída na candidatura que vier a ser feita a fundos comunitários, sob o formato de IPCEI - Projeto Importante de Interesse Europeu Comum.

"O projeto de hidrogénio verde em Sines apresenta potencial para constituir ou integrar um Projeto Importante de Interesse Europeu Comum (IPCEI), dinamizado no seio do Governo Português pelo Ministério do Ambiente e da Ação Climática, contribuindo para o surgimento de um mercado de hidrogénio e tornar a sua exportação uma realidade", pode ler-se no despacho que abre o período de candidaturas.

As empresas que pretendam integrar este consórcio têm de ter projetos de caráter inovador, demonstrando que existe "uma falha de mercado e risco tecnológico ou financeiro muito alto, não podendo, portanto, ser realizado sem esse apoio". Além disso, as entidades participantes têm de garantir, por si, uma parte do financiamento (ou seja, o projeto não será comparticipado a 100%).

O despacho do Governo estipula ainda que "o projeto deve poder ser desenvolvido em colaboração com outras empresas e será necessário participar nas reuniões de coordenação do possível IPCEI Hidrogénio em Bruxelas ou nas cidades que vierem a ser determinadas", notando ainda que "deve demonstrar-se que o projeto pode ser integrado e complementado com outros projetos em outros níveis da cadeia de valor".

Fonte: Expresso



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