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NEGÓCIOS E ECONOMIA

13/07/2020

Pandemia impulsiona investimento na saúde digital para valores recorde [Portugal]

No primeiro semestre de 2020, as startups norte-americanas de cuidados de saúde e de bem-estar com serviços remotos estiveram na mira do capital de risco

A pandemia de covid-19 fez catapultar o investimento em negócios de saúde digital no mercado norte-americano – que é um barómetro deste sector – para montante sem precedentes.

Nos primeiros seis meses de 2020, os negócios digitais da área da saúde conseguiram angariar 5,4 mil milhões de dólares (quase 4,8 mil milhões de euros ao câmbio atual) em capital de risco, num recorde semestral cujo trajeto antecipa o melhor ano de sempre, segundo dados do Rock Health, um fundo americano de capital de risco especializado em saúde digital, nascido em São Francisco, na Califórnia. No total realizaram-se 214 transações neste período (os dados dizem respeito apenas a operações realizadas nos EUA com valores acima de dois milhões de dólares).

Segundo os analistas do Rock Health, em finais de 2019, as expectativas dos operadores na área na saúde digital pautavam-se pelo receio face aos indicadores macroeconómicos, antecipando uma contração da atividade e no investimento. De facto, os EUA entraram em recessão, em fevereiro, porém, neste sector deu-se um impulso veloz alimentado pela necessidade de inovação e de soluções tecnológicas para a covid-19.

Com o confinamento das populações, os cuidados relacionados com a saúde prestados de forma remota passaram a ser muito valorizados e foram as atividades mais atrativas para o capital de risco. Os grandes negócios são responsáveis pelo impulso no primeiro semestre e fizeram aumentar para 25,1 milhões de euros o valor médio de cada transação efetuada entre janeiro e junho.

Houve onze mega operações, acima dos 100 milhões de dólares, e a maior, de 285 milhões de dólares, envolveu uma empresa ligada à atividade física e saúde, a ClassPass que obteve o financiamento necessário para expandir, a nível global, os serviços de treinos virtuais. Em segundo lugar, vem a Alto Pharmacy que conseguiu 250 milhões de euros para expandir o negócio de serviços farmacêuticos online, que incluem a entrega gratuita de medicamentos com prescrição médica em casa dos doentes.

No primeiro trimestre, o investimento captado por estas startups somou 3 mil milhões de dólares, mas travou em abril altura em que a covid-19 se alastrou rapidamente pelo mundo. No entanto, faz notar o Rock Health, os investidores regressaram ‘a correr’ ao sector da saúde digital em maio, fruto do aliviar dos obstáculos, nomeadamente regulatórios, que estavam a afetar a adoção de soluções de saúde digital perante a urgência em agilizar a introdução de tecnologia para garantir que os sistemas de saúde se mantinham operacionais durante a pandemia.

O anterior recorde semestral tinha sido registado na primeira metade de 2019 (período de 2011-2019) no valor de 4,2 milhões de dólares. Porém, o ano passado ficou aquém dos valores investidos em 2018.

Em 2019, as startups norte-mericanas que fazem aplicações para ajudar doentes crónicos ou treinos online personalizados, por exemplo, conseguiram captar 7,4 mil milhões de dólares de capitais de risco, menos 10% face ao maior montante de sempre obtido um ano antes.

Mesmo assim, o fecho de 2020 não são ‘favas contados’. Há muita “incerteza” fazem notar os especialistas do Rock Health, nomeadamente em relação a uma possível segunda vaga de covid-19 que pode, de forlemon jellyma abrupta, comprometer uma recuperação da economia, bem como o volume de dinheiro captado pela saúde digital. Já que o apetite dos investidores pode ser afetado perante o panorama de uma crise mais prolongada.

Fonte: Expresso

 



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