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NEGÓCIOS E ECONOMIA

20/07/2020

Portugal supera EUA em potencial para o teletrabalho [Portugal]

Custos económicos do confinamento dependem da capacidade de manter empresas a funcionar remotamente

A maior ou menor capacidade de um país manter as suas empresas a funcionar em teletrabalho, num cenário de confinamento como o que vivemos nos últimos meses, dita a resistência da sua economia e os custos sociais da pandemia. Em Portugal, só 35% dos empregos podem ser exercidos remotamente, conclui um estudo conduzido pelos economistas Cem Özgüel, Paolo Veneri e Rudiger Ahrend, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), agora publicado na plataforma VoxEU. Parece pouco, mas é mais do que o registado nos Estados Unidos.

A percentagem nacional de empregos compatíveis com teletrabalho está em linha com a média dos países da OCDE, também 35%. A capacidade das empresas portuguesas continuarem em atividade com as suas equipas em trabalho remoto supera inclusive a registada em grandes potências económicas, como os Estados Unidos (EUA), onde, em média, só 32% dos empregos podem ser exercidos fora do local de trabalho habitual.

Além dos EUA, também a Croácia, Itália, República Checa, Hungria, Espanha, Rússia, Eslováquia e Turquia registam um potencial de trabalho remoto abaixo do português e do registado na média dos países da OCDE. No topo da lista está o Luxemburgo, onde 50% dos empregos podem ser assegurados remotamente, logo seguido pelo Reino Unido, com 43%.

Desigualdades Regionais

A OCDE destaca que o potencial para teletrabalho regista grandes variações entre países e, dentro do mesmo país, entre regiões. Em Portugal, o Alentejo é a região com menor potencial para trabalho remoto, com menos de 30% dos empregos compatíveis. No extremo oposto está Lisboa, que supera largamente a média nacional. Na capital nacional, 43% dos empregos podem ser assegurados à distância.

“A possibilidade de trabalho remoto tem uma forte correlação com as competências essenciais ao exercício da função em causa”, esclarecem os economistas, acrescentando, contudo, que “não são apenas as competências dos trabalhadores que ditam o potencial de uma região para trabalho remoto”. Há a considerar constrangimentos tecnológicos, como a qualidade de acesso à internet, mais difícil em zonas rurais, familiares ou até a falta de condições habitacionais para trabalhar remotamente.

Apesar disso, e considerando a eventualidade de uma nova vaga da pandemia e potenciais cenários de confinamento, a OCDE defende que otimizar o teletrabalho “é uma forma de tornar as economias mais resilientes” e minimizar os impactos no emprego e na economia.

Fonte: Expresso

 

 



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