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MUNDO

28/07/2020

Guimarães mostra ao mundo o melhor da arte têxtil contemporânea

A cidade-berço transforma-se, entre 5 de setembro e 25 de outubro, num palco de exposição, criação e debate da arte têxtil contemporânea. “Nos lugares da memória” é o mote para a edição da bienal 2020.

Guimarães acolhe, de 5 de setembro a 25 de outubro, a 5.ª edição da Contextile. Uma exposição internacional, artistas convidados, residências artísticas, mostra de cinema ao ar livre, serviço educativo, “textile talks” e visitas orientadas são alguns dos destaques da Bienal de Arte Têxtil Contemporânea.

O programa está condicionado à situação da pandemia de Covid-19 e, por isso, com recurso a exposições e residências através de plataformas digitais.

A Contextile 2020 assenta na ideia “Lugares de Memória – Interdiscursos de um território têxtil”, cumprindo as necessárias medidas de segurança e com alterações que possam advir perante o quadro de evolução da pandemia”, avança o coordenador da bienal, Joaquim Pinheiro.

O programa da Contextile “teve de ser reequacionado até atingir um programa entre o presencial e o digital”, acrescenta a vice-presidente da Câmara de Guimarães, Adelina Pinto, sublinhando que a iniciativa que junta “áreas fundamentais como o têxtil com a cultura e a arte” não podia ser cancelada.

“Num território em que o têxtil continua a ser extremamente importante, o município entende que é fundamental valorizá-lo através da arte e da cultura”, afirma a vereadora, realçando que a “bienal é feita através de um modelo muito dialogante e de conexões com a cidade, como é o caso das intervenções que irão ocorrer no projeto do Bairro C”.

“Queremos construir espaços de cidadania, pelo direito de cada um e do respeito pelos outros”, reitera Adelina Pinto.

Com um orçamento a rondar os 150 mil euros, a Bienal de Arte Têxtil Contemporânea destaca como maiores atrativos uma exposição internacional com 58 obras de 50 artistas oriundos de 29 países, selecionados por um júri internacional e artistas convidados como Magda Sobon e Stephen Schfield.

Haverá também residências artísticas de oito convidados, conjugando com o trabalho educacional através do “Emergências: Educação e Criação têxtil”, que convida escolas artísticas com disciplinas têxteis a produzir trabalhos de arte têxtil.

Destaque ainda para os designados “Projetos Satélite”, como uma mostra de cinema ao ar livre, “Rewind & Play”, quatro sessões com curadoria de Luísa Alvão com filmes que “estimulam uma reflexão a partir de um diálogo entre o território têxtil do Vale do Ave, com universos industriais têxteis de outras partes do mundo”, “Love and Loss”, uma ‘performace’ multimédia, “Encontro Expansão”, uma instalação nos tanques de Couros, e as “Textile Talks”, presenciais e ‘online’.

Fonte: Renascença

 



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