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NEGÓCIOS E ECONOMIA

03/08/2020

Empresas querem recrutar 345 mil trabalhadores até 2022 [Portugal]

Total represente um acréscimo bruto de 10,8% do seu pessoal ao serviço, revela um inquérito do Instituto Nacional de Estatística

As empresas pretendem recrutar 345.584 trabalhadores nos próximos dois anos (2021-2022), um acréscimo bruto de 10,8% do seu pessoal ao serviço, revela um inquérito do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgado esta sexta-feira.

O Inquérito à Identificação das Necessidades de Qualificações nas Empresas (IINQE), feito por via eletrónica a partir de 13 de março, uma semana antes da declaração do estado de emergência, e até ao final de junho, revelou as preferências das empresas quanto aos trabalhadores a recrutar.

"49,9% deverão ter curso de ensino não superior (profissional), 32,2% curso de ensino superior e para 17,9% não é apontado um nível de qualificação específico", conclui o instituto, especificando que essas intenções de recrutamento correspondem a aumentos brutos de 17,8% de trabalhadores com curso de ensino superior e de 9,1% dos trabalhadores sem qualificações de nível superior.

Não obstante o contexto da pandemia, as qualificações de nível não superior mais indicadas pelas empresas nas suas necessidades de recrutamento foram empregado/a de restaurante/bar (9.º ano mais certificação profissional), técnico de comércio (12.º ano mais certificação profissional) e técnico/a de restaurante/bar (12.º ano mais certificação profissional), correspondendo a 9,0%, 6,4% e 5,9% do total de trabalhadores a recrutar com este nível de qualificação, respetivamente.

Já os cursos de ensino superior mais referidos pelas empresas foram engenharia informática, de computadores, telecomunicações e sistemas de informação, engenharia de software e sistemas de informação e gestão comercial e vendas (11,5%, 6,7% e 6,3% do total de trabalhadores com qualificação de nível superior, respetivamente).

O inquérito revela aida que, em 2020, cerca de 71% das qualificações em que se registam dificuldades de recrutamento não requeriam mais que cursos de ensino não superior (profissional), sendo as mais referidas as de pedreiro/a, empregado/a de restaurante/bar e eletricista de instalações.

"Cerca de 27% das dificuldades de recrutamento, assinaladas ao nível do ensino superior, corresponderam às áreas de engenharia civil e do ambiente, administração e gestão de empresas e turismo", diz ainda o INE.

O inquérito foi dirigido a uma amostra de 5.894 sociedades economicamente ativas e a taxa de resposta foi 73,2%.

Fonte: Expresso

 



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